Wall Street fecha em alta com S&P 500 perto dos 5.000 pontos

A Bolsa de Nova York fechou com fortes altas nesta quarta-feira (7), impulsionada principalmente pelas empresas de tecnologia, levando o S&P 500 a uma nova máxima histórica, perto dos 5.000 pontos.

O índice principal, o industrial Dow Jones, também atingiu um novo recorde, subindo 0,40% para 38.677,36 unidades. O tecnológico Nasdaq avançou 0,95% para 15.756,64 pontos, e o S&P 500 ganhou 0,82% para 4.995,06 pontos.

"O mercado continua disparando graças aos lucros corporativos", comentou Peter Cardillo, da Spartan Capital. "Os investidores gostam do que veem, principalmente em termos de projeções", acrescentou o analista.

Enquanto isso, o mercado de renda fixa permaneceu calmo, o que favoreceu as ações. O rendimento dos títulos do Tesouro de dez anos estava em torno de 4,11%, em comparação com os 4,10% do dia anterior.

Entre os resultados que animaram os operadores estava o da Ford (+6,03% para 12,80 dólares), que divulgou após o fechamento na terça-feira números do quarto trimestre melhores do que o esperado, apesar de uma perda (US$ 526 milhões, R$ 2,6 bilhões) relacionada a itens excepcionais. A montadora de automóveis revelou objetivos ambiciosos para o ano atual.

Inicialmente relegadas pela manhã apesar dos bons resultados trimestrais, as ações da Uber terminaram o dia estáveis (+0,28%). A empresa de mobilidade urbana e entrega de alimentos registrou um lucro líquido de US$ 1,4 bilhão (R$ 6,9 bilhões) (+140%).

As ações da Disney (-0,15%), gigante que anunciou após o fechamento lucros trimestrais que superaram as expectativas, subiram mais de 6% nas negociações eletrônicas.

No vermelho, as ações do New York Times caíram 7,34%. O jornal aumentou seus assinantes da web em 300.000 durante o trimestre, para 9,7 milhões, mas suas receitas publicitárias caíram.

Entre os indicadores, o déficit comercial dos Estados Unidos caiu em 2023 para o seu nível mais baixo desde 2020. O saldo entre importações e exportações diminuiu 18,7% em 2023 em relação a 2022, para US$ 773,4 bilhões (R$ R$ 3,83 trilhões).

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© Agence France-Presse

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