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O parque de US$ 5 bilhões com que a Disney espera conquistar os chineses

A Disney inaugurou um parque gigantesco na China nesta quinta-feira. O complexo de entretenimento, na cidade de Xangai, é um projeto de cifras monumentais, impressionantes até mesmo para uma empresa conhecida pela grandiosidade de seus empreendimentos.

Apenas uma de suas atrações, inspirada na série de filmes Piratas do Caribe, demandou o trabalho de 100 mil pessoas para ser construída, de acordo com a direção do parque.

A jornalistas o presidente do grupo Disney, Bob Iger, disse que o complexo de quatro quilômetros quadrados tem dois hotéis e um lago - além da própria Disneylândia.

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Para atender à demanda no primeiro dia de funcionamento, foram recrutadas 10 mil pessoas.

Milhares de artigos

Como no modelo construído nos EUA, o parque tem seis divisões temáticas.

As obras começaram em 2011, ao custo de US$ 5,5 bilhões, e consumiram 72 mil toneladas métricas de aço estrutural. Há 160 km de tubulações para água, esgoto, sistema de incêndio.

A inauguração é um ambicioso plano da Disney para lucrar com o crescimento da classe média na China. Uma das linhas de frente desse projeto é a oferta de produtos com as suas marcas: nada menos que 7 mil tipos de artigos estarão à venda no parque.

Em seu site, a Disney diz que buscou também incorporar elementos da cultura chinesa à narrativa americana de suas atrações.

Expectativas

Mas quantas pessoas visitarão o parque? A pergunta é crucial para a Disney. Há estimativas de que o total anual de visitantes poderia chegar a 10 milhões de pessoas por ano, a metade do número que passa pelas roletas de Magic Kingdom, a principal atração da Disney nos EUA.

Mas as expectativas são um tema delicado dentro da empresa americana. A Disney já tem um parque temático em Hong Kong e há quem acredite que a atração de Xangai irá roubar público da localizada na ex-colônia britânica.

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Mas a inauguração desta quinta-feira deixa claro que as esperanças da organização criada ao redor do camundongo Mickey estão agora mais em Xangai do que Hong Kong. Até porque a cidade fica em uma das zonas mais prósperas e densamente populadas da China.

Segundo a Disney, no dia em que os ingressos para o parque começaram a ser vendidos (28 de março), sua página na internet recebeu cinco milhões de visitas em apenas meia hora.

A Disney Xangai é o quarto parque aberto pela empresa fora dos EUA - há outras "filiais" em Paris e Tóquio.

Concorrência

Mas a nova Disney enfrentará uma concorrência de peso. Há apenas duas semanas, o magnata Wang Jianlin, o homem mais rico da China, inaugurou o Wanda City, um imenso parque temático. Localizado na cidade de Nanchang, no sudeste do país, o complexo custou US$ 3 bilhões.

Jianlin acena com a proposta de desafiar os modelos importados do ocidente com atrações baseadas na cultura tradicional chinesa.

O magnata deu entrevistas dizendo que "o tempo em que obedecíamos cegamente à Disney acabou". Ele pretende abrir outros 15 parques na China até 2020.

Será suficiente para enfrentar o poder simbólico e econômico da empresa americana?

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