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Cinco coisas que vão dar o que falar hoje

Lorcan Roche Kelly

(Bloomberg) - As ações chinesas caíram, as tensões entre a Arábia Saudita e o Irã estão aumentando e a produção fabril da zona do euro cresceu à taxa mais rápida em vinte meses. Eis alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados nesta manhã.

Ações da China

O trading de ações chinesas hoje foi paralisado às 13h34, horário local, depois que o CSI 300 Index afundou 7 por cento no primeiro dia de operações dos novos circuit breakers dos mercados da China. Mais dados fracos sobre a produção fabril e o cancelamento de uma proibição das vendas de ações, que ocorrerá nesta semana, pressionaram as ações desde o começo da sessão de trading. O Stoxx Europe 600 Index registrava uma perda de 2,4 por cento por volta das 10h40 em Londres e caminhava para o maior declínio em um mês, encabeçado pelas fabricantes de veículos e pelas companhias mineradoras. Os futuros dos EUA estão afundando nas operações prévias à abertura do mercado e os futuros do Dow estão apontando para uma perda de mais de 300 pontos às 6h46, horário local.

Tensões com os sauditas

As tensões no Oriente Médio aumentaram durante o final de semana quando a Arábia Saudita cortou os laços diplomáticos com o Irã em resposta à reação desse país à decisão saudita de executar um clérigo líder xiita. A relação do mercado de petróleo tem sido relativamente discreta por enquanto; o West Texas Intermediate a ser entregue em fevereiro estava a US$ 37,43 por barril, uma alta de 39 centavos de dólar, na New York Mercantile Exchange às 10h47, horário de Londres. O petróleo tinha chegado ainda mais alto no começo da sessão.

Produção fabril na zona do euro

Este é um destaque: a produção fabril na zona do euro acelerou em dezembro para o maior ritmo em vinte meses, pois um Índice de Gerentes de Compras deu uma leitura de 53,2 pontos, disse a Markit Economics nesta segunda-feira. A produção fabril cresceu em todos os países cobertos pelo relatório, inclusive na Grécia. No Reino Unido, as novidades não foram tão boas, pois o indicador da Markit caiu inesperadamente para 51,9 pontos, o valor mais baixo em três meses.

Fuga para a segurança

Como os mercados acionários estão um desastre na primeira sessão de trading do ano, algumas operações que servem de refúgio estão se saindo bem. O iene atingiu o nível mais alto desde outubro quando chegou a 118,70 por dólar e estava a 118,87 às 11h12, horário de Londres. O ouro também começou o ano com um rali, pois o lingote para entrega imediata registrava um ganho de 1,25 por cento, para US$ 1.074,55 por onça, às 11h16 em Londres.

O mundo do 20 por cento

A impressão de que 2016 será um ano dominado pela política é cada vez mais forte. O principal evento será a eleição presidencial nos EUA, mas também é importante a votação sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia, que poderia ser realizada já em junho, e a tentativa de formação de governo na Espanha depois da recente eleição inconclusiva. O editor da Bloomberg John Micklethwait destaca a ascensão de candidatos extremistas no cenário político mundial em suas projeções para 2016.

 

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