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Cinco coisas que vão dar o que falar hoje

Lorcan Roche Kelly

(Bloomberg) - A China interveio para dar apoio às ações, o petróleo ignora as tensões no Oriente Médio e a inflação na zona do euro não sai de perto de zero. Eis alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados nesta manhã.

China freia a queda

O CSI 300 Index da China fechou com uma alta de 0,3 por cento depois de apagar quedas de mais de 2 por cento em um rali no final da sessão. Segundo fontes do setor, fundos controlados pelo Estado compraram ações e o órgão regulador de títulos sinalizou que uma proibição de venda vigente para grandes investidores, que deveria acabar nesta semana, poderia ser estendida. O Banco Popular da China injetou 130 bilhões de yuan (US$ 19,9 bilhões) em fundos de sete dias na economia mediante acordos de recompra reversa, a maior quantidade desde setembro. O yuan se recuperou do valor mais baixo em cinco anos.

Petróleo

Dessa vez é diferente. As tensões no Médio Oriente estão aumentando e o preço do petróleo não vai para lugar nenhum. O West Texas Intermediate a ser entregue em fevereiro registrava uma queda de 2 centavos de dólar, para US$ 36,74 por barril, na New York Mercantile Exchange às 10h58, horário de Londres. Como não há nenhum alívio à vista para os países exportadores de petróleo, mais notícias ruins poderiam surgir do mercado de bonds, pois eles estão tentando preencher lacunas nos orçamentos. A Mashreq Capital DIFC Ltd. prevê que os Estados do Golfo pagarão em breve de 50 a 100 pontos-base a mais que os yields atuais para vender bonds.

Inflação na zona do euro

A inflação na zona do euro em dezembro foi mais fraca do que os economistas esperavam, com uma alta anual de 0,2 por cento. O euro caiu 0,5 por cento, para US$ 1,0763, às 11h15, horário de Londres. A inflação na zona da moeda comum, que teima em continuar baixa, poderia aumentar a pressão para que o Banco Central Europeu continue intervindo, pois a meta de 2 por cento do BCE não parece estar mais próxima que antes.

Queda do desemprego na Alemanha e na Espanha

Embora a inflação continue baixa, o desemprego na Espanha e na Alemanha caiu mais que o esperado, segundo números publicados nesta manhã. Na Espanha, o número de cadastrados na previdência social - uma medição da contratação de novos funcionários - aumentou 85.314, a maior alta já registrada. Na Alemanha, a taxa de desemprego continuou em 6,3 por cento, a mais baixa desde a reunificação.

Notícias automotivas

O Departamento de Justiça dos EUA processou a Volkswagen AG por causa dos dispositivos para fraudar os testes de emissões que a empresa instalou em seus carros a diesel. As ações da Volkswagen AG registravam uma queda de 5,7 por cento às 11h15, horário de Londres. As vendas domésticas de veículos nos EUA em dezembro serão publicadas hoje. Projetam-se vendas totais de 18 milhões de veículos, uma queda pequena em relação aos 18,05 milhões vendidos em novembro.

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