Cinco coisas que vão dar o que falar hoje

Lorcan Roche Kelly

(Bloomberg) - Os mercados estão tumultuados. Eis alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados nesta manhã.

Bolsas chinesas fecham 29 minutos depois da abertura

As bolsas da China encerraram o dia às 9h59, horário local, depois que o CSI 300 Index caiu mais de 7 por cento. A corrida para venda foi desencadeada depois que o banco central realizou o maior corte da taxa de referência para o yuan desde agosto. As reservas de moeda estrangeira da China perderam o recorde de US$ 108 bilhões em dezembro, pois a defesa do yuan ficou mais cara para o banco central.

Bolsas europeias seguem os passos da China

O Stoxx Europe 600 Index chegou a recuar 3,6 por cento, a maior queda desde agosto, antes de registrar uma baixa de 3,2 por cento às 10h40 em Londres. O DAX Index da Alemanha opera abaixo de 10.000 pontos pela primeira vez desde outubro. No Reino Unido, as ações das companhias mineradoras foram as mais afetadas, com uma queda de mais de 10 por cento para a Anglo American PLC. A libra esterlina registrou a cotação mais baixa dos últimos cinco anos.

Futuros nos EUA apontam para abertura desagradável

Os contratos no Standard Poor's 500 Index recuaram 2,2 por cento, para 1.938 às 10h50 em Londres. Os mercados dos EUA fecharam com uma baixa ontem após a publicação da ata da reunião de dezembro do Federal Reserve (Fed), que não esclareceu muito a trajetória das taxas. Os indicadores do mercado mostram que as chances de que o Fed aumente as taxas por volta de abril caíram de 52 por cento na terça-feira para 43 por cento hoje. Os títulos do Tesouro dos EUA deram continuidade ao avanço mais prolongado desde 2014.

Petróleo afunda para valor mais baixo desde 2003

Os futuros do petróleo dos EUA em Nova York recuaram para o valor mais baixo em doze anos. O West Texas Intermediate chegou a cair 5,5 por cento antes de registrar uma baixa de 2,5 por cento, para US$ 33,12 por barril às 11h13, horário de Londres. A volatilidade no mercado de petróleo poderia aumentar hoje porque as tensões no Oriente Médio estão se intensificando depois que o Irã acusou a Arábia Saudita de ser responsável por um ataque com mísseis contra a embaixada iraniana no Iêmen. Os metais industriais também estão sofrendo hoje. O cobre registrava uma queda de 1,2 por cento na London Metal Exchange, para US$ 4.565 por tonelada, o níquel caiu 2 por cento e o zinco declinou 2,2 por cento. O ouro é o único ponto positivo, pois era negociado por mais de US$ 1.100 por onça nesta manhã.

E, finalmente, algumas boas notícias

A confiança econômica aumentou inesperadamente na zona do euro em dezembro, com uma alta de 106,1 pontos em novembro para 106,8. Na Itália, a taxa de desemprego caiu para o valor mais baixo em três anos e, na Alemanha, o número de encomendas às fábricas cresceu mais que o esperado, impulsionado pela demanda doméstica.

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