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Queda do petróleo atinge operadora de plataformas do México

Sebastian Boyd

(Bloomberg) -- Como muitas empresas no setor de petróleo, a mexicana Offshore Drilling Holding está tendo dificuldades para convencer os investidores em bonds de que é capaz de suportar o colapso dos preços do petróleo bruto.

Os US$ 950 milhões em notas para 2020 da operadora de plataformas caíram para o nível mais baixo em um ano, deixando os investidores com um prejuízo de 3 por cento neste mês. É mais de duas vezes a queda média dos mercados emergentes. O petróleo Brent caiu 2,9 por cento na quarta-feira para US$ 27,92 o barril até às 8:20 em Nova York, levando a queda nos últimos dois anos a 73 por cento.

No entanto, para a BCP Securities e a MainFirst Schweiz, os detentores de bonds da Offshore Drilling estão subestimando a capacidade da empresa de suportar a turbulência. Apesar de gerar menos receita de seu maior cliente -- a produtora de petróleo estatal do México --, o saldo de caixa de US$ 138,5 milhões da Offshore Drilling pouco mudou no ano passado. E, diferente de outra operadora de plataformas, a Oro Negro, que deu calote em outubro depois que a Petróleos Mexicanos reduziu sua taxa diária, a Offshore Drilling não tem bonds com vencimento antes de 2020.

"Considerando os atuais fluxos de caixa deles, mesmo com uma taxa diária mais baixa eles ainda devem estar aptos a conseguir honrar os bonds", disse Mariela Anguiano, analista da BCP em Greenwich, Connecticut.

Um representante do setor de relações com investidores da Offshore Drilling na Cidade do México não retornou aos telefonemas para comentar o assunto na terça-feira.

As notas da empresa para 2020 atualmente são respaldadas pelas plataformas Centenario e Bicentenario, que podem operar em profundidades de até 10.000 pés. Em julho, a Offshore Drilling concordou em reduzir a taxa diária das duas plataformas para US$ 365.000 por dia, contra US$ 550.000 da Centenario e US$ 565.000 da Bicentenario. A empresa também estendeu os contratos de ambas as plataformas até 2017.

Plataformas autoelevatórias

No mês passado, a Offshore Drilling anunciou um acordo separado de cinco anos por duas novas plataformas autoelevatórias a US$ 130.000 por dia.

Três quartos da produção de petróleo da Pemex vêm das águas do Golfo do México, onde as plataformas da Offshore Drilling perfuraram 17 dos 21 poços ultraprofundos.

"A empresa foi muito proativa e renegociou seus contratos para menos, mas com maior extensão", disse Cornel Bruhin, gerente de recursos da MainFirst Schweiz, que possui bonds da Offshore Drilling. "Atualmente é muito raro conseguir novos contratos e isso nos mostra que eles têm bons contatos com a Pemex".

Título em inglês: Distressed Oil-Rig Bond in Mexico Shows Crude Rout Spares No One

Para entrar em contato com o repórter: Sebastian Boyd em Santiago, sboyd9@bloomberg.net Para entrar em contato com os editores responsáveis: Telma Marotto, tmarotto1@bloomberg.net Patricia Xavier

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