Crise provoca queda de US$ 8 bi em títulos de dívida do setor siderúrgico

Jonathan Levin e Chiara Vasarri

(Bloomberg) -- Os investidores em bonds do setor siderúrgico brasileiro não têm onde se esconder.

A queda dos preços dos metais e a mais profunda recessão de dois anos do Brasil em mais de um século estão prejudicando a demanda pelo aço produzido pela CSN, Gerdau e Usiminas. Suas finanças cada vez mais precárias desencadearam uma queda nos US$ 8,3 bilhões em notas emitidas por essas empresas e elevaram seus custos de empréstimo a níveis recordes.

A indústria siderúrgica do Brasil está cambaleando com os clientes dos setores automotivo e de construção cortando gastos e a desaceleração do crescimento econômico na China, o maior consumidor de metais do mundo, provocando uma forte queda dos metais, do minério de ferro ao cobre. A Fitch e a Moody's alertaram nesta semana que a CSN, a fabricante de aço mais endividada do Brasil, com R$ 35,3 bilhões (US$ 9,1 bilhões) em dívidas, poderia ter que reestruturar sua dívida caso não consiga se desfazer de ativos. Os US$ 1,2 bilhões em bonds da empresa com vencimento em 2020 caíram 16 por cento nos últimos três meses, para apenas 40 centavos de dólar.

"O setor siderúrgico é, definitivamente, um dos mais afetados - e mais rapidamente afetados - por uma recessão", disse Debora Jalles, analista da Fitch. "O aço é simplesmente fundamental para muitas outras empresas".

As assessorias de imprensa da CSN, Gerdau e Usiminas não quiseram comentar. A CSN, com sede em São Paulo, possui uma participação acionária na Usiminas.

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