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Argentina evita queda de bonds junk após acordos com credores

Daniel Cancel

(Bloomberg) -- O esforço da Argentina para resolver suas longas batalhas judiciais está ajudando o país a sair incólume do massacre que se estende pelos mercados internacionais de bonds.

As notas do país subiram 3,6 por cento neste mês depois que o presidente Mauricio Macri fechou acordos inesperados com credores descontentes da Itália e também com o magnata Ken Dart, um bilionário do ramo de isopor. Os ganhos contrastam com o prejuízo médio de 1,3 por cento das dívidas de mercados emergentes de classificação junk, que têm sido sacudidas pela queda dos preços das commodities e pela desaceleração do crescimento econômico na China.

Embora a Argentina continue em desacordo com os detentores de bonds liderados pela Elliott Management, do bilionário Paul Singer, os acordos estão reforçando o otimismo de que Macri, que assumiu em 10 de dezembro, em breve encerrará um impasse que mantém o país afastado dos mercados internacionais de dívidas desde seu calote recorde, em 2001. A Argentina fechou acordos preliminares com a Dart Management e com a Montreux Partners LP dias depois de chegar a um acordo para pagar 50.000 detentores de bonds italianos. Ambos os acordos estão sujeitos à aprovação do Congresso argentino.

"Eu acreditava que o assunto acabaria sendo resolvido durante o primeiro ano de Macri na presidência", disse Marcela Meirelles, estrategista para mercados emergentes da TCW Group, em Los Angeles. "Eu diria que, considerando o que foi feito até agora e a percepção de um alto nível de determinação para que isto realmente se cumpra, há uma boa chance de que tenhamos uma solução até meados deste ano. Eu estou mais otimista".

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