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Petróleo acima US$ 55 é inevitável a longo prazo, diz presidente da Maersk

Christian Wienberg

(Bloomberg) -- Após atingir a menor cotação em 12 anos, o petróleo simplesmente precisa subir.

É esta a opinião do presidente da gigante de transporte e energia A.P. Moeller-Maersk, que afirma que o preço médio do barril em 2015, de US$ 54, é baixo demais para o setor produzir petróleo o suficiente para suprir a demanda global.

"Para o mundo ser abastecido com petróleo, não basta que a Arábia Saudita produza", disse Nils Smedegaard Andersen em entrevista por telefone na quarta-feira.

"O mundo precisará de petróleo de locais onde os custos de produção são maiores. E, portanto, entendemos que o preço do petróleo deve subir".

O barril do Brent, que era negociado a cerca de US$ 115 há menos de dois anos, caiu para menos de US$ 30 neste ano.

O tombo forçou o setor, incluindo a unidade petrolífera da Maersk, a eliminar empregos. Na quinta-feira, o barril era negociado a aproximadamente US$ 30,5.

"Quando o preço do barril estava em US$ 110, nós tínhamos uma expectativa clara de que cairia, mas certamente nunca imaginamos o barril a US$ 30", afirmou Andersen.

"O preço exato depende de quanto custo pode ser retirado da produção. Mas o preço definitivamente precisa ser maior do que a média de 2015".

Ainda que o setor tenha diminuído de tamanho, Andersen diz que seu conglomerado deseja fazer aquisições.

No ano passado, a Maersk fechou acordo para comprar alguns ativos em terra da Africa Oil.

O grupo não encontrou alvos adequados em sua área preferida, o Mar do Norte, o que acabou sendo uma "sorte", em vista da queda subsequente dos preços, segundo Andersen.

De acordo com estimativas compiladas pela agência de notícias Bloomberg, os analistas projetam a cotação do Brent a cerca de US$ 49 no primeiro trimestre de 2017.

No entanto, um ano atrás as previsões dos analistas apontavam para US$ 55 no primeiro trimestre de 2016.

"Estamos olhando de forma geral o que existe no mercado, mas obviamente tomamos cuidado para não comprar algo caro demais ou que tenha vida de produção muito curta", disse Andersen.

"No longo prazo, achamos que projetos com breakeven entre US$ 45 e US$ 55 seriam transações excelentes".

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