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Cinco coisas que vão dar o que falar hoje

Lorcan Roche Kelly

(Bloomberg) - Os mercados se recuperaram, o crescimento da zona do euro está estável e Jamie Dimon comprou algumas ações do JPM. Eis alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados nesta manhã.

Recuperação dos mercados

O Stoxx Europe 600 Index registrava uma alta de 1,7 por cento às 10h50, horário de Londres, graças à recuperação das ações de bancos, encabeçada pelas do Commerzbank, que registravam uma alta de 16,6 por cento às 10h55, horário de Londres. O Deutsche Bank, que tem estado no centro da tormenta dos mercados, subiu mais de 9 por cento. O petróleo se recuperou do nível mais baixo em mais de doze meses. Um barril de West Texas Intermediate para entrega em março era negociado com uma alta de US$ 1, a US$ 27,21, às 11 horas. Os futuros do ouro caíram mais de US$ 6 por onça troy, para US$ 1.242,75, e os futuros dos EUA apontam para uma alta no começo da sessão.

Queda do mercado japonês

Os mercados estiveram fechados ontem no Japão, então a sessão de ontem à noite foi a primeira oportunidade de pegar a mais nova queda nas bolsas do mundo. As bolsas desmoronaram em Tóquio, com uma queda de 5,4 por cento do índice Topix no encerramento, a maior perda semanal desde 2008. As autoridades japonesas vêm intensificando o discurso sobre a nova força do iene, cotado perto do valor mais alto em quinze meses frente ao dólar, embora o Banco do Japão tenha adotado recentemente taxas de juros negativas. Os dados sobre o PIB para o quarto trimestre serão publicados na segunda-feira, e os analistas projetam que a economia do país tenha se contraído 0,8 por cento anualizado, três anos depois que o primeiro-ministro Shinzo Abe apresentou suas políticas conhecidas como "Abenomics".

PIB da zona do euro

O crescimento da zona do euro se estabilizou em 0,3 por cento no quarto trimestre de 2015. A expansão foi, mais uma vez, impulsionada em grande parte pela Alemanha. O crescimento da Itália decepcionou com 0,1 por cento no trimestre e os dados da Grécia mostram que o país voltou a cair em recessão. Os bonds alemães devolveram parte do rali da quinta-feira e a dívida portuguesa continuou enfraquecendo, com uma alta do yield dos bonds com vencimento em dois anos para o valor mais alto desde maio de 2014.

Ações dos bancos

Os bancos começaram 2016 com o pé esquerdo. Algumas ações caíram abaixo dos níveis da crise financeira e os swaps de crédito aumentaram. Segundo uma medição, os bancos europeus encerraram a sessão de ontem com um excesso de venda maior que em 2008. Isso não impediu que Jaime Dimon, CEO do JPMorgan Chase Co., gastasse US$ 26,6 milhões do próprio bolso para comprar ações em seu banco ontem após a queda. Como o Commerzbank está tendo um rali nesta manhã, poderia haver luz no final do túnel para este setor enfraquecido.

Poder dos bancos centrais

O único lugar onde os investidores continuam procurando alívio são os bancos centrais, mas há cada vez mais sinais de que a onipotência deles está ameaçada. A adoção de taxas negativas pelo Banco do Japão não teve efeitos duradouros sobre o iene, e a fraqueza da coroa sueca após o corte feito pelo Riksbank para -0,5 por cento não durou nem sequer um dia. De modo geral, os mercados estão reprovando fortemente as taxas negativas. Os investidores vão prestar atenção na decisão tomada na reunião do BCE em março para ver se esse banco central está escutando.

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