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Cinco coisas que vão dar o que falar hoje

Lorcan Roche Kelly

(Bloomberg) - O petróleo caiu, as negociações pela brexit estão se arrastando e a China aumentou um pouco a flexibilização. Eis alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados nesta manhã.

Queda do petróleo

O petróleo está operando em queda depois que os inventários de petróleo bruto nos EUA subiram para o patamar mais alto desde pelo menos 1930. O barril de West Texas Intermediate recuava 65 centavos de dólar, para US$ 30,12, às 10h55, horário de Londres. Os líderes do setor se reunirão na semana que vem em Houston, Texas, para a conferência IHS CREAWeek - muitas vezes chamada de Davos do setor de energia - em um momento em que perguntas sobre a viabilidade de grandes partes do setor estão sendo levantadas devido à queda dos preços.

Brexit

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, está em Bruxelas tentando conseguir um acordo para a permanência do Reino Unido como país-membro da União Europeia que lhe permita vencer o referendo sobre essa permanência. As negociações, que prosseguiram ontem à noite até muito tarde, avançaram um pouco, mas não o suficiente para já chegar a um acordo, disse Cameron. Uma análise mostra que, se o Reino Unido acabar abandonando a UE, ninguém lá sairia ileso. O progresso lento em Bruxelas está prejudicando a libra esterlina, que prolongou a perda registrada nesta semana frente ao dólar para 1,4 por cento.

China flexibiliza (um pouco) mais

O Ministério das Finanças da China disse que diminuirá os impostos sobre as transações imobiliárias para intensificar o apoio ao mercado de imóveis, medida que se soma à redução da entrada requerida para quem comprar sua primeira casa, anunciada neste mês. O presidente do Banco Popular da China, Zhou Xiaochaun, disse nesta manhã que o passado do país como economia planejada centralmente acarreta que as autoridades sejam mais propensas a querer intervir na nova economia de mercado. Esses comentários foram feitos depois que o banco central disse que aumentará as razões de reservas para alguns bancos que já não cumprem os critérios de razões preferenciais de reservas exigidas após um aumento acentuado do crédito em janeiro.

Enfraquecimento das bolsas

Os mercados de ações europeus estão encerrando a semana com fraqueza. O Stoxx Europe 600 Index registrava uma queda de 0,6 por cento às 11h20, horário de Londres. Seguradoras, fabricantes de veículos e companhias mineradoras estavam em queda. Ontem à noite, as bolsas na China encerraram a sessão praticamente sem mudanças e coroaram a melhor semana em dois meses. No Japão, o índice Topix reduziu o avanço registrado nesta semana para 8 por cento com uma queda de 1,5 por cento no encerramento. Os futuros do S&P 500 indicam uma abertura no vermelho.

Cenas do próximo capítulo

Às 8h30, horário de Nova York, o Instituto de Estatísticas de Trabalho dos EUA publicará os mais novos dados sobre o IPC para os EUA. A mediana de estimativas dos economistas consultados pela Bloomberg é de um aumento para 1,3 por cento no número geral. Projeta-se que o núcleo do IPC (que exclui alimentos e energia) mostrará uma alta de 2,1 por cento em relação ao ano passado. Neste final de semana, ocorrerá a votação primária do Partido Republicano na Carolina do Sul, que tem um histórico quase perfeito de previsão de quem acabará sendo o candidato do partido na eleição geral.

 

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