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Cinco assuntos que vão dar o que falar hoje

Lorcan Roche Kelly

31/03/2016 09h44

(Bloomberg) -- Muitas notícias na China, a inflação na zona do euro se torna negativa e o déficit do Reino Unido quebra um recorde. Estes são alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados nesta manhã.

China

A Standard & Poor's rebaixou nesta manhã a perspectiva para a nota de crédito da China de estável para negativa. A empresa disse que reequilibrar economicamente o país levará mais tempo do que ela tinha projetado anteriormente. É improvável que a medida da agência de classificação de risco faça muito para frear as ambições do país que levaram empresas chinesas a anunciar US$ 113 bilhões em transações no exterior desde o começo do ano, um total superior ao do ano de 2014. Este ano também se encaminha para ser o primeiro em que a China ultrapassará os EUA como o maior importador de petróleo do mundo.

Inflação na zona do euro

Os preços ao consumidor na zona do euro caíram pelo segundo mês consecutivo em março com um recuo de 0,1 por cento, em linha com a mediana de estimativas dos economistas consultados pela Bloomberg. O núcleo de inflação, que exclui os preços dos alimentos e da energia, avançou 1,0 por cento, segundo dados publicados na véspera do começo da operação expandida de aquisição de ativos do Banco Central Europeu. Os bonds soberanos da zona do euro não apresentaram grandes mudanças após a publicação, que chega no fim de um trimestre em que houve ralis em toda a região. O euro subiu para US$ 1,1370, nível intradiário mais alto frente ao dólar desde meados de fevereiro.

Mercados

As bolsas da Ásia subiram um pouco no último pregão do trimestre. O índice MSCI Asia Pacific subiu 0,1 por cento e encerrou o melhor mês desde outubro. As ações chinesas listadas em Hong Kong subiram 0,3 por cento e entraram em bull market. As bolsas europeias estão caindo pela primeira vez em três dias. O índice Stoxx 600 recuava 1,0 por cento às 10h35, horário de Londres. Os futuros do S&P 500 estão apontando para leve alta. Quanto às commodities, o petróleo caiu para menos de US$ 38 por barril e o ouro está encerrando o melhor trimestre desde que Ronald Reagan estava na Casa Branca.

PIB e conta-corrente do Reino Unido

A versão final do PIB do Reino Unido para o quarto trimestre de 2015 mostrou uma revisão com uma pequena alta para 0,6 por cento, um crescimento encabeçado pelos consumidores. Outros números mostraram que o déficit da conta-corrente se ampliou para 32,7 bilhões de libras esterlinas - ou 7 por cento do PIB - muito maior que as estimativas e o maior desde a criação dos registros em 1955. Provavelmente os números do déficit serão eclipsados hoje pelos problemas na operação da Tata Steel no Reino Unido, colocada à venda pela empresa. O primeiro-ministro David Cameron disse nesta manhã que ele se opõe a incorporar a operação, que emprega 6.500 pessoas em Gales, ao regime público.

Política nos mercados emergentes

Os problemas políticos no Brics continuam hoje. O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, se uniu à presidente do Brasil, Dilma Rousseff, no grupo de 'presidentes de países de mercados emergentes sob pressão'. A corte mais alta da justiça da África do Sul decidiu que Zuma infringiu a constituição ao não reembolsar dinheiro dos contribuintes utilizado para melhorar sua casa particular. A possibilidade de remoção de Dilma em um processo de impeachment gerou um rali do real que o transformou na moeda com o melhor desempenho do mundo neste ano. A decisão desta manhã contra Zuma levou o rand para 14,78 por dólar, a cotação mais alta desde dezembro.