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Petróleo barato vai estimular fusões, aquisições, diz consultoria

Anthony DiPaola

(Bloomberg) -- Os baixos preços do petróleo vão estimular mais fusões e aquisições no setor de petróleo e gás neste ano e algumas empresas serão forçadas a vender ativos para evitar a falência, segundo a consultoria A.T. Kearney.

As empresas de private equity são as prováveis compradoras, disse Richard Forrest, sócio global de prática energética da empresa, em entrevista em Dubai. O número de transações no setor de petróleo e gás caiu 37% em 2015 enquanto o valor delas caiu 2,5%, para US$ 469 bilhões.

As principais transações foram a aquisição da BG Group pela Royal Dutch Shell e a aquisição da Williams Cos pela Energy Transfer Equity. Neste ano, o número de transações subirá, mas o valor provavelmente cairá sem nenhum grande negócio, disse ele.

"Há muita dívida circulando e isso, em algum ponto, será a alavanca da onda de negócios de fusão e aquisição", disse Forrest. O montante de dívidas mantidas pelas empresas de petróleo e gás em todo o mundo triplicou para US$ 3 trilhões em 2014 na comparação com 2006, disse ele. "Neste ano esperamos que muitos ativos distressed fiquem disponíveis".

Os preços do petróleo caíram quase 60 por cento nos últimos dois anos, reduzindo os lucros das maiores empresas petroleiras e obrigando as produtoras do xisto dos EUA a diminuírem a produção.

Os pedidos de falência entre as empresas com dívidas registradas publicamente no setor de energia estão começando a subir, segundo a Bloomberg Intelligence. O petróleo Brent caiu 1,9% na segunda-feira e estava em queda de 0,6% às 15h05 em Dubai.

As empresas de private equity de petróleo e gás focadas em energia contam com cerca de US$ 38 bilhões para o financiamento de negócios, segundo a A.T. Kearney.

As maiores empresas petroleiras se concentrarão mais na venda de ativos do que na compra neste ano e as empresas petroleiras nacionais do Oriente Médio provavelmente não se mostrarão ativas neste ano, segundo o relatório.

A atividade poderá acelerar no fim do ano, impulsionada por uma maior estabilidade e possivelmente pelos preços mais elevados do petróleo, disse Forrest. "O retorno dos preços do petróleo é um respaldo e dá aos investidores a confiança necessária para levar os negócios adiante".

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