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Hedge funds elevam aposta na prata com melhora dados de fábricas

Luzi Ann Javier

(Bloomberg) -- Os hedge funds aumentaram suas apostas altistas para a prata ao nível mais elevado já registrado embora a alta dos metais neste ano tenha começado a perder força.

Os gestores de recursos ampliaram suas posições compradas na prata pela quarta vez em cinco semanas, buscando o tipo de retorno que gerou, nos três primeiros meses do ano, o maior ganho trimestral do metal precioso desde 2012. O aumento do preço mostra sinais de cansaço, e os futuros registram dois declínios semanais consecutivos e uma queda de mais de 2 por cento para maio.

A prata superou o ouro em meados de abril como o metal precioso de melhor desempenho depois que os dados sinalizaram uma expansão resiliente dos EUA e a estabilização da economia chinesa. A commodity entrou em bull market poucos dias depois. O otimismo em relação à perspectiva para a demanda industrial vacilou, desde então, porque alguns indicadores das fábricas divulgados neste mês ficaram abaixo das expectativas.

"A intensidade do otimismo que chegou a este setor nos últimos quatro meses tem sido alucinante", disse Shree Kargutkar, gerente de portfólio associado da Sprott Asset Management, que administra 9 bilhões de dólares canadenses, em entrevista por telefone, em 11 de maio. "A prata tem tido um desempenho impressionante neste ano".

Os gestores de recursos aumentaram suas posições compradas na prata em 7 por cento, para 71.656 contratos futuros e de opções dos EUA na semana que terminou em 10 de maio, segundo dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês) divulgados três dias depois. Nesta segunda-feira, os futuros da prata para entrega em julho subiam 1,4 por cento, para US$ 17,37 a onça, às 8h20 na Comex, em Nova York, após caírem 2,3 por cento na semana passada. Os preços estão em alta de 26 por cento neste ano.

A prata e outros metais preciosos tiraram proveito da especulação crescente de que os riscos para o crescimento global restringirão o ritmo de aumentos das taxas de juros promovidos pelo Federal Reserve. Os custos mais baixos dos empréstimos são positivos para a prata e para o ouro porque os metais não oferecem rendimentos nem dividendos. A prata, que também tem mais usos industriais, ganhou mais impulso com os relatórios do mês passado que mostraram uma melhora dos índices de fabricação da China e dos EUA.

A produção das minas cairá 2,4 por cento em 2016 em relação ao ano anterior, para 784,8 milhões de onças, segundo a empresa de pesquisas CPM Group, com sede em Nova York. Este será o primeiro declínio desde 2011. A demanda por fabricação, incluindo joias, eletrônicos e painéis solares, aumentará, e a oferta secundária, incluindo sucata e moedas fundidas, cairá, disse a CPM.

O Bank of America Merrill Lynch elevou sua projeção de preço para 2016 em 8 por cento, para US$ 16,47. Em um relatório de 25 de abril, o banco com sede em Charlotte, na Carolina do Norte, citou o fim do excesso de oferta, dizendo que "os fundamentos agora são os mais fortes em anos".

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