Carry trade volta à moda após alta de 11% do peso colombiano

Andrea Jaramillo

(Bloomberg) -- Após fugirem em massa da Colômbia no ano passado, os investidores em carry trade voltaram com tudo.

Eles estão sendo atraídos pela taxa básica de juros de 7 por cento do país -- a mais elevada entre os principais países da América Latina, depois do Brasil -- e pela valorização do peso. E a operação está compensando bastante. Os investidores que compram ativos de maior risco com dinheiro emprestado de países com juros mais baixos colheram retornos de 12,1 por cento na Colômbia nos últimos três meses. É quase três vezes a média dos mercados emergentes.

A Colômbia está reconquistando seu status de destino para carry trade em um momento em que o banco central está elevando os juros para conter a inflação depois que a recuperação dos preços do petróleo ajudou a desencadear uma valorização de 11 por cento do peso de 18 de fevereiro para cá. Os investidores estrangeiros ampliaram suas posições em dívidas locais do país ao nível recorde de 19,1 por cento em abril após reduzi-la em janeiro. A Colômbia, país no qual o petróleo responde por cerca de 40 por cento das receitas com exportações, também está se apresentando como alternativa a países como o Brasil, que ostenta juros altos e uma moeda cada vez mais forte, mas está assolado por distúrbios políticos, segundo a Aberdeen Asset Management.

"Em países onde ainda há rendimentos elevados também há um pouco de problemas políticos e volatilidade, como no Brasil, na Turquia e na África do Sul", disse Viktor Szabo, gestor que ajuda a administrar US$ 11 bilhões em dívidas de mercados emergentes na Aberdeen em Londres. "Sob essa perspectiva, a Colômbia é relativamente segura".

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