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Sauditas buscam restaurar unidade da Opep após Doha, dizem fontes

Javier Blas, Wael Mahdi e Grant Smith

(Bloomberg) -- A Arábia Saudita usará a reunião da Opep desta semana para consertar as relações com seus colegas produtores após o fracasso do acordo para congelamento da produção em abril em Doha, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Khalid Al-Falih, que assumiu como ministro do Petróleo da Arábia Saudita no mês passado, garantirá aos demais integrantes que seu país não inundará o mercado de petróleo e que pode estar aberto à reintrodução de uma meta de produção global para a Opep, que foi descartada em dezembro, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque a informação não é pública.

Embora Riad tenha mudado de tom, não há indícios de que a Arábia Saudita esteja buscando alterar os atuais volumes de produção, disseram elas. A abertura diplomática foi descrita como um gesto e não como uma mudança real na política.

"Parece razoável que o novo ministro da Energia saudita Khalid Al-Falih queira começar com uma folha em branco e melhorar a dinâmica de tons dentro da Opep", disse Bob McNally, diretor da consultoria The Rapidan Group em Washington. "A grande questão é se o Irã estaria de acordo", disse McNally, um ex-assessor sênior de petróleo na Casa Branca.

A mensagem conciliadora chega quando os preços do petróleo estão próximos do nível mais alto em seis meses, de quase US$ 50 o barril e os ministros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo reunidos em Viena têm a esperança de que o pior da crise já tenha passado.

"Desde o início do ano até agora, o mercado vem se corrigindo para cima", disse o ministro do Petróleo dos Emirados Árabes Unidos, Suhail Al Mazrouei, a repórteres na capital austríaca na terça-feira. "O mercado irá se corrigir a um preço que seja justo para os consumidores e os produtores".

Goldman Sachs e a Agência Internacional de Energia dizem que a abundância de petróleo finalmente está diminuindo porque a estratégia saudita de forçar a saída de fornecedoras de alto custo do mercado -- à qual a maioria dos integrantes da Opep se opôs quando revelada, no fim de 2014 -- finalmente está compensando. É improvável que o grupo mude seu direcionamento nesta semana, segundo analistas consultados pela Bloomberg.

"Acho que as tendências do mercado estão melhores agora" e a urgência que levou as produtoras a avaliarem um acordo para congelar a produção em abril se dissipou, disse a repórteres Emmanuel Ibe Kachikwu, ministro de estado para recursos petrolíferos da Nigéria, em Viena. Embora os preços estejam se movendo "na direção certa, acho que precisam de uma maior aceleração em seu ritmo", disse ele.

A Opep bombeou 33,2 milhões de barris por dia em abril, incluindo a produção da Indonésia, que retornou ao grupo na reunião de dezembro, segundo dados compilados pela Bloomberg.

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