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Telefônica negocia preços na Venezuela após ameaça de Maduro

Rodrigo Orihuela

(Bloomberg) -- A Telefônica está negociando com o governo venezuelano um ajuste das tarifas dos serviços telefônicos após o presidente Nicolás Maduro anular uma tentativa de aumentar os preços e dizer que o Estado poderia assumir as operadoras se necessário.

A empresa está "negociando com as autoridades para definir novos preços", segundo um comunicado publicado na sexta-feira no seu site para a Venezuela.

A companhia com sede em Madri também planeja reembolsar os clientes que já pagaram contas depois do aumento de preços implementado em julho, que foi anulado pelo governo.

A Venezuela tem atualmente a inflação mais rápida do mundo, por isso a Telefônica e as rivais tinham aumentado os preços para se manterem competitivas e poderem pagar as tarifas de interconexão para dados internacionais e o tráfego de ligações.

Ninguém pode "fixar preços desse jeito", disse Maduro em rede nacional no dia 1º de agosto e avisou que ele poderia assumir o controle das operadoras de telefonia se elas não fossem capazes de administrar seus negócios em meio à pior recessão econômica do país em décadas.

As empresas de telecomunicações tinham aumentado até 10 vezes os preços antes de o governo anular essas medidas. Hoje, o pacote pré-pago mais barato da Telefónica, chamado Full 1.2, custa 1.045 bolívares (US$ 1,62) por mês, segundo o site da empresa.

Em fevereiro de 2015 a Telefónica realizou baixa contábil de seus ativos venezuelanos por 2,8 bilhões de euros (US$ 3,1 bilhões) para se ajustar a uma taxa de câmbio mais baixa.

Na época, a empresa utilizou uma taxa de câmbio de 50 bolívares por euro. No balanço do segundo trimestre deste ano, a empresa utilizou uma taxa de câmbio média de 697,3 bolívares por euro e disse que considera o país hiperinflacionário para fins contábeis.

A Venezuela representou menos de 1 por cento da receita da Telefônica no trimestre passado.

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