Condenado, ex-trader do HSBC espera FBI no subúrbio de Londres

Jeremy Hodges, Suzi Ring e Thomas Seal

(Bloomberg) -- Em uma noite quente do mês passado, agentes do FBI tomaram conta do aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, para prender Mark Johnson, chefe global de operações de câmbio do HSBC Holdings, como parte da investigação sobre um esquema de front-running.

Johnson foi agarrado antes que pudesse fugir para Londres, mas os promotores dos EUA não parecem ter pressa para deter o outro trader condenado no caso.

Stuart Scott, ex-chefe de operações de câmbio do banco na Europa, espera pelo Departamento de Justiça dos EUA em sua residência multimilionária, em uma região arborizada nos arredores da capital do Reino Unido.

Os dois homens, ambos cidadãos britânicos, são acusados de usar informações privilegiadas para realizar uma operação cambial de US$ 3,5 bilhões em 2011 que gerou um lucro de US$ 8 milhões para o banco.

A prisão foi considerada uma ação bem-sucedida do Departamento de Justiça dos EUA, que tem tido dificuldades para reunir provas contra indivíduos durante investigações a bancos internacionais.

Podem haver muitos motivos para o atraso no pedido dos EUA para a extradição de Scott, de 43 anos, dos obstáculos burocráticos às férias de verão. Mas advogados dizem que o tempo extra também pode indicar que os advogados de Scott estão conversando com os promotores.

"O governo provavelmente está interessado na cooperação dos réus para identificar outros traders desonestos", disse Adam Kaufmann, advogado da Lewis Baach em Nova York e ex-promotor do Escritório Distrital da Promotoria de Manhattan. "Eles podem muito bem estar tentando negociar uma rendição e cooperação".

Casa com sete quartos

Scott mora em uma residência com sete quartos avaliada em 2,5 milhões de libras (US$ 3,2 milhões) pelo site imobiliário Zoopla, na nobre vila de Radlett, 32 quilômetros ao norte da região central de Londres.

Uma mulher que atendeu à porta na casa disse que eles não estavam "interessados" em falar quando visitados pela Bloomberg pela segunda vez neste mês.

Uma mulher que mora na mesma rua disse que ficou chocada ao saber que alguém que ela descreveu como um homem de família poderia ser acusado de um crime e que recentemente viu Scott levando seus dois cachorros para passear. Se os vizinhos de Scott estão falando, a maioria das autoridades não está.

Representantes de meia dúzia de órgãos responsáveis pela aplicação da lei, incluindo a Polícia e a Promotoria de Londres, preferiram não comentar ou disseram que não têm registro de pedido de prisão ou extradição dos EUA.

O Ministério do Interior do Reino Unido disse que não poderia confirmar nem negar se os EUA pediram ajuda até a efetuação de uma prisão.

Os advogados de Scott disseram que seu cliente nega as acusações e preferiram não fazer mais comentários. Promotores dos EUA no Brooklyn, em Nova York, preferiram não comentar.

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