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Negociação da Opep força recuo de pessimistas com petróleo

Mark Shenk

(Bloomberg) -- A Opep conseguiu novamente.

A especulação sobre um possível acordo para congelar a produção ajudou a elevar o petróleo para perto de US$ 50 o barril e levou os gestores de recursos a realizarem a maior redução já registrada nas apostas na queda dos preços. O West Texas Intermediate, referência nos EUA, passou do bear market para o bull market em menos de três semanas.

A Opep caminha para um acordo de congelamento da produção porque seus maiores membros estão bombeando à máxima velocidade, disse Chakib Khelil, ex-presidente do grupo. O ministro da Energia saudita, Khalid Al-Falih, disse que as negociações podem render uma ação para estabilizar o mercado.

"Tudo isso é uma cortesia de alguns comentários feitos em momento muito oportuno pelo ministro do Petróleo saudita", disse John Kilduff, sócio da Again Capital, hedge fund de Nova York focado em energia. "Eles influenciaram o mercado no ano passado e este é o exemplo mais recente."

Os hedge funds reduziram sua posição vendida no WTI em 56.907 futuros e opções no período de uma semana que terminou em 16 de agosto, maior corte registrado desde 2006, segundo a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês). Os futuros subiram 8,9 por cento, para US$ 46,58 o barril, na semana do relatório e eram negociados a US$ 47,41 às 11h16 em Londres nesta segunda-feira. O WTI está em alta de mais de 20 por cento em relação à mínima registrada em 2 de agosto, cumprindo a definição comum de bull market.

"O mercado estava muito vendido, por isso fomos obrigados a usar alguma cobertura", disse Stephen Schork, presidente da Schork Group, consultoria de Villanova, Pensilvânia, nos EUA. "Você provavelmente não ouvirá falar muito da Opep com os preços maiores de agora, mas se cairmos para onde estávamos há algumas semanas ouviremos mais."

Conversas informais

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo planeja realizar conversas informais para discutir o mercado no Fórum Internacional de Energia, no mês que vem, em Argel. O ministro da Energia russo, Alexander Novak, disse que o país estava aberto a discutir um congelamento.

As negociações para implementação de um congelamento da produção fracassaram em abril, quando a Arábia Saudita disse que não o faria sem a participação iraniana. O Irã estava restaurando as exportações após o cancelamento, em janeiro, de sanções recebidas pelo país devido ao seu programa nuclear.

Arábia Saudita, Irã, Iraque e Rússia estão usando sua capacidade máxima de produção ou estão perto disso, afirmou Khelil em entrevista à Bloomberg Television, em 17 de agosto. A Arábia Saudita disse à Opep que sua produção atingiu uma alta histórica de 10,67 milhões de barris por dia em julho, segundo um relatório do grupo.

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