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BHP prevê recuo do minério de ferro por nova oferta de minas

Jasmine Ng e Sharon Cho

(Bloomberg) -- A BHP Billiton, maior empresa de mineração do mundo, prevê que os preços do minério de ferro começarão a recuar porque uma nova oferta "bem sinalizada" da Austrália e do Brasil chegará ao mercado.

"Parte dessa oferta está atrasada, mas temos certeza de que vai chegar", disse Huw McKay, vice-presidente de análise de mercado e economia da BHP, em entrevista em Cingapura na sexta-feira. "A previsão é de que isso afetará os preços a partir do ponto em que estamos e chegaremos mais perto do meio da faixa que projetamos, e não da parte de cima, que é onde o preço está agora".

Os comentários da BHP se somam a um coro de bancos que anuncia o fim de um rali inesperado após os preços subirem em 2016 e serem negociados a cerca de US$ 60 por tonelada nos últimos 30 dias depois de três anos de quedas. O Citigroup e o Morgan Stanley sinalizaram um enfraquecimento do minério de ferro até o fim do ano porque mais oferta está sendo enviada, e o Westpac Banking projetou uma queda para um valor inferior a US$ 38,30, o mínimo do ano passado.

Após um ano "único", a previsão é de que o baixo desempenho da oferta seja revertido dentro de 12 a 18 meses, disse McKay em uma entrevista coletiva de imprensa na sexta-feira. "Ainda prevemos que novas toneladas de baixo custo chegarão ao mercado neste ano e certamente durante 2017".

Perspectivas

Existem perspectivas de aumento da oferta de minério da Vale, cujo projeto S11D deverá começar a produzir antes do fim do ano, e da Roy Hill, da bilionária australiana Gina Rinehart, segundo o Morgan Stanley. O banco estima que os preços podem cair novamente para US$ 40 com a chegada do inverno na China, quando a demanda e a produção de aço diminuem.

O minério com 62 por cento de conteúdo entregue em Qingdao teve um rali de 36 por cento em 2016, para US$ 59,24 nesta segunda-feira, segundo a Metal Bulletin. Neste ano, as autoridades econômicas chinesas adicionaram um estímulo, que reavivou o mercado imobiliário e aumentou a perspectiva de consumo e dos preços do aço.

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