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Na Alemanha, aumento da desigualdade é impressão errada

Carolynn Look

(Bloomberg) -- Na Alemanha, segundo a crença popular, os ricos estão ficando cada vez mais ricos e os pobres, cada vez mais pobres. Mas um estudo recente do Instituto de Pesquisas Econômicas de Colônia, na Alemanha, mostra que a diferença não é tão drástica quanto parece.

Os salários dos que ganham menos subiram mais rapidamente do que os salários dos que ganham mais, o que significa que a desigualdade na última década, em vez de estar aumentando, na verdade continuou mais ou menos no mesmo patamar, segundo uma equipe de pesquisa econômica liderada por Hans-Peter Kloes e Judith Niehues. A introdução de um salário mínimo de 8,50 euros por hora em janeiro de 2015 pode ter reforçado essa tendência, dizem eles, embora ainda não existam dados tão recentes disponíveis.

"Existe uma percepção, quase um mantra, de que os salários reais na Alemanha não sobem há muitos anos", escreveram os economistas. "Mas observadas as negociações salariais e considerando a inflação extremamente baixa, nota-se que há uma diferença mais imaginária do que real entre pobres e ricos".

Desigualdade de renda

É verdade que o indicador que mede a distribuição de renda -- o coeficiente de Gini -- classifica o país em 17º lugar entre os 28 membros da União Europeia. Mas como os aposentados representam cerca de um quarto da população da Alemanha, o quadro da desigualdade atual é exagerado porque a subsistência deles é, em grande parte, garantida pelo Estado e não se vê refletida nas estatísticas de renda do mercado, dizem os pesquisadores. Os cálculos ajustados pelas aposentadorias estatais, pelos subsídios e pelos impostos elevam a Alemanha ao 10º lugar da lista.

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