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Bilionário chinês corta salário para centavos para salvar companhia

Bloomberg News

(Bloomberg) -- O presidente bilionário da chinesa LeEco admitiu que seu império tecnológico está ficando sem dinheiro para sustentar uma corrida precipitada para entrar em negócios de carros elétricos a smartphones.

Em uma longa carta aos funcionários, Jia Yueting, cofundador da empresa, pediu desculpas aos acionistas e prometeu reduzir seu salário para 1 yuan (15 centavos de dólar), diminuir o ritmo de expansão da LeEco e levar a companhia a uma fase mais moderada de crescimento.

A LeEco é a holding matriz de uma vasta família de empresas que inclui mídia esportiva, automóveis, smartphones e TVs. A companhia, famosa por seu serviço de streaming LeTV, procurou financiamento agressivamente e apostou em novos empreendimentos, de uma fábrica de carros elétricos em Nevada, nos EUA, à compra da Vizio, fabricante de televisores da Califórnia, nos EUA, por US$ 2 bilhões.

"Nenhuma empresa teve uma experiência desse tipo, de estar ao mesmo tempo no gelo e no fogo", escreveu Jia em uma carta, obtida pela Bloomberg News, onde descreve a ascensão da LeEco e os problemas que aconteceram depois. "Nós aceleramos cegamente e nossa necessidade de dinheiro inchou. Nós nos expandimos demais na nossa estratégia global. E o nosso capital e os nossos recursos eram realmente limitados."

Questionamentos

Os analistas começaram a questionar as perspectivas de longo prazo da LeEco devido à falta de transparência sobre os investimentos de suas diversas filiais e a uma dependência de empréstimos com garantia de ações.

As ações da Leshi Internet Information & Technology e da Coolpad Group, as duas empresas de capital aberto de Jia, não apresentaram grandes mudanças após uma forte queda na segunda-feira. As da Coolpad, que monta os telefones da LeEco junto com os da própria marca, caíram quase 18 por cento na segunda-feira e atingiram o valor mais baixo em mais de três anos. As da Leshi subiam menos de 1 por cento após tocar o patamar mais baixo em um ano na segunda-feira.

"A empresa se expandiu muito rápido. Eles querem criar um ecossistema para vários dispositivos, não apenas para celulares, TVs e decodificadores, mas também para veículos", disse Sandy Shen, diretora de pesquisa da Gartner. "Eles têm um objetivo muito ambicioso que não pode ser atingido neste momento."

Medidas

Em seu memorando, Jia remarcou medidas para diminuir o endividamento da empresa. A LeEco começará imediatamente programas de redução de custos, diminuirá subsídios para clientes e se concentrará em negócios já existentes e não em novos, acrescentou ele, e pediu desculpas aos acionistas da Leshi em resposta a críticas de que não teria dado atenção suficiente a eles.

"Nossa capacidade para levantar fundos não é grande", escreveu Jia. "A escala das nossas captações externas teve problemas para satisfazer as exigências da nossa rápida expansão."

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