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Café com leite é usado para comparar poder de compra de moedas

Kevin Buckland

(Bloomberg) -- Durante três décadas o Big Mac foi usado como referência para a medição de moedas usando um único produto como base. Mas e se a medição da paridade do poder de compra com dois hambúrgueres, molho especial e tudo mais não for do seu agrado?

Em um esforço para diversificar a cesta de comparação cambial baseada em alimentos, apresentamos uma seleção de índices alternativos. Trata-se de uma tarefa leve, mas que ganhou importância com a volatilidade recente -- um rápido aumento seguido de um recuo -- do dólar.

A força do dólar virou motivo de preocupação para uma parte da cúpula do Federal Reserve, investidores dos mercados emergentes e exportadores americanos. Talvez os consumidores de café com leite dos EUA tivessem que ser adicionados à lista.

O Starbucks pode não ser tão onipresente quanto o McDonald's, mas as unidades da rede de cafeterias estão presentes em todas as cidades grandes. Na checagem dos cardápios dos estabelecimentos localizados perto dos escritórios da Bloomberg em Nova York, Tóquio, Frankfurt e Londres, o efeito do dólar forte fica bastante claro. Levando em consideração o latte (incluindo impostos aplicáveis), a moeda dos EUA está cerca de 10 por cento sobrevalorizada em relação ao iene e 25 por cento sobrevalorizada em relação à libra.

Como comparação, tendo o Big Mac como base, o dólar está sobrevalorizado em impressionantes 60 por cento em relação ao iene e em 30 por cento em relação à libra.

No entanto, a Big Apple, em Nova York, não tem a pizza mais cara da rede Domino's: os preços exorbitantes de Londres sugerem que a libra está mais de 26 por cento sobrevalorizada, mesmo após sua queda de 16 por cento em relação ao dólar no ano passado, a maior registrada entre as moedas dos mercados desenvolvidos.

Um dos desafios do índice da pizza é a diferença nos tamanhos. Um pedaço médio tem cerca de 30,4 centímetros nos EUA, 29,2 centímetros no Reino Unido, 27,9 centímetros na Alemanha e modestos 22,8 centímetros no Japão. Ainda assim, o preço é notavelmente menor em Frankfurt, o que sugere que o euro está subvalorizado em quase 50 por cento.

No tocante às asas de frango, os fãs novaiorquinos dessa comida comum dos bares dos EUA -- ou fãs das garçonetes do Hooters que as servem -- não são os únicos que estão gastando a mais.

Em Nova York os clientes estão pagando ágio até mesmo na comparação com o restante do país, se observados os preços do estabelecimento de Clearwater, Flórida, onde o Hooters foi criado em 1983. O custo é comparável apenas com o de Tóquio e ainda assim apenas porque os preços da unidade do bairro de Ginza incorporam os 10 por cento de taxa de serviço. Para os novaiorquinos, a taxa seria um extra.

O Hooters ainda não chegou a Londres e apenas três estabelecimentos na Áustria e um em Frankfurt aceitam a moeda comum da Europa. Para uma comparação com o Reino Unido, Nottingham, ao norte de Londres, oferece o único ponto de referência.

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