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Milionários asiáticos buscam rendimentos em futebol europeu

Viren Vaghela

(Bloomberg) -- Os investidores asiáticos ricos que não querem esbanjar comprando seus próprios times de futebol europeus estão mostrando seu entusiasmo ajudando a financiar o esporte.

As vendas das chamadas notas de financiamento do futebol, apoiadas por direitos de televisão dos clubes de futebol, dobraram para US$ 11 milhões no ano passado em relação à quantidade emitida em abril, quando foram abertas a investidores na região, segundo dados da Swiss-Asia Holding Pte. A empresa registrada em Cingapura que opera o investimento afirma que o total de ativos depositado nos títulos globalmente é de US$ 40 milhões e que o montante provavelmente atingirá US$ 100 milhões em 2017 depois que um clube da Liga dos Campeões fechou acordo para destinar parte de seus direitos televisivos à nota no mês passado.

Os juros baixos prolongados ao redor do mundo estão levando os caçadores de rendimentos a se diversificarem apostando cada vez mais em ativos alternativos em vez de usar títulos de dívida e outras notas tradicionais. Os investidores em notas de futebol recebem um cupom anual de cerca de 6 por cento por efetivamente emprestarem dinheiro a clubes de futebol importantes, que precisam antecipar o fluxo de caixa dos lucrativos contratos de direitos televisivos que assinam a cada ano. As notas também oferecem isolamento contra choques de mercado porque tendem a não cair junto com outros ativos, como as ações.

"Trata-se de um bom rendimento em um mundo no qual há escassez de bons rendimentos e o investimento não está relacionado ao ciclo dos juros", disse Michael Coleman, gerente de hedge fund em Cingapura, que fez um investimento pessoal no ano passado. "Eu fiz uma alocação modesta para meu portfólio de investimento de ativos alternativos."

Demanda crescente

A PricewaterhouseCoopers estima que as vendas de fundos mútuos alternativos líquidos, uma categoria de investimentos que pode incluir financiamento de recebíveis como as notas de financiamento do futebol, subirá para cerca de US$ 664 bilhões até 2020, contra US$ 260 bilhões no fim de 2013.

"Os investimentos sem correlação são atraentes para a maioria no momento", disse Anthony S. Casey, gerente de investimento de notas de financiamento do futebol da Swiss-Asia em Cingapura. "Se os mercados estão em queda, você sempre pode confiar que as pessoas assistirão a partidas de futebol e também pode confiar nos lucrativos contratos televisivos por trás disso."

O dinheiro dos investidores é agrupado para formar empréstimos para que os clubes de futebol paguem suas despesas operacionais ou para financiar a contratação de jogadores. O financiamento vence em diferentes fases, de seis meses a três anos. As notas são listadas na bolsa de Frankfurt e o investimento mínimo é de US$ 125.000. Os investidores credenciados com pelo menos US$ 2 milhões em ativos estão qualificados para investir, segundo as regras de Cingapura. Para o ciclo 2016-2019, o contrato de direitos televisivos da Premier League inglesa aumentou 52 por cento em relação ao período anterior de três anos, para US$ 8,2 bilhões, segundo a Swiss-Asia.

Título em inglês: Asia Millionaires Fund Europe Soccer Teams in Hunt for Yield

Para entrar em contato com o repórter: Viren Vaghela em Hong Kong, vvaghela1@bloomberg.net, Para entrar em contato com os editores responsáveis: Daniela Milanese dmilanese@bloomberg.net, Patricia Xavier

©2017 Bloomberg L.P.

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