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Bancos se preparam para mudanças após Brexit

Gavin Finch e Stephen Morris

(Bloomberg) -- Os executivos de finanças dizem que estão se preparando para o pior em relação ao Brexit depois que a primeira-ministra Theresa May sinalizou seus planos de retirar o Reino Unido do mercado único europeu.

"Se você não sabe para onde está indo, é preciso se planejar para o pior e executar mais rápido", disse o presidente do conselho do HSBC, Douglas Flint, em discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos. "Não é complicado." As empresas querem saber "o que se pretende e como lidar com a transição, se estamos à beira do temido precipício ou se existe algum tipo de impasse".

Os bancos, que se preparam para perder o direito de vender serviços livremente na UE a partir de Londres, deverão iniciar o processo de transferir operações para a zona do euro semanas depois de o governo dar início às negociações do Brexit, o que está programado para ocorrer até o fim de março.

A "hipótese trabalhada" é que os bancos perderão o acesso, disse o presidente do conselho do UBS, Axel Weber, em entrevista à Bloomberg em Davos. "É importante criar possibilidades de escolha agora, mas vamos ver qual será o acordo final."

O CEO da Aberdeen Asset Management, Martin Gilbert, disse que essa é a hora de os bancos decidirem se vão se mudar para Dublin, Paris ou Frankfurt.

"É preciso definir para onde você vai, ter um plano para o pior cenário e torcer para que tudo dê certo", disse Gilbert.

Novo lar

O ministro irlandês no comando dos serviços financeiros disse esperar que uma onda de empresas com sede no Reino Unido decida se realocar no país até meados de 2017.

As empresas financeiras "têm vindo para se reunir comigo, com outros ministros e com o banco central para fazer perguntas preliminares a respeito de espaço de escritório e equipe", disse Eoghan Murphy, ministro de Estado do Departamento de Finanças, em entrevista, em Hong Kong. "Nós achamos que as primeiras decisões concretas em termos de comunicação para o público ocorrerão no primeiro e no segundo trimestres."

Ele preferiu não identificar nenhuma das empresas que estão negociando a realocação com o governo da Irlanda, mas disse que entre elas há empresas dos EUA e do Japão.

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