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Oi concorda em converter dívida em ações já em novo plano, diz fonte

Fabiola Moura

(Bloomberg) -- A Oi concordou em alterar seu plano de reestruturação para aplacar as duas maiores preocupações dos grupos de credores, segundo uma pessoa próxima às negociações.

A operadora de telecomunicações poderá converter cerca de R$ 5 bilhões em dívidas dos detentores de títulos em ações antecipadamente, respondendo a uma das principais críticas dos credores desde a apresentação de seu plano de recuperação judicial, em setembro, disse a pessoa, que pediu anonimato por discutir negociações privadas. As conversas atualmente estão concentradas no tamanho da diluição que a conversão representaria para os acionistas, disse a pessoa.

A operadora com sede no Rio de Janeiro propôs em setembro a conversão de até R$ 32,3 bilhões (US$ 10,1 bilhões) em dívidas dos detentores de títulos em títulos conversíveis com valor de face de R$ 10 bilhões. Os credores ficariam com 85 por cento da companhia se a Oi não quitasse suas dívidas em três anos -- deixando os acionistas atuais no controle da operadora no intervalo, possivelmente tirando proveito de uma recuperação, diziam os detentores de títulos.

Segundo o novo plano, que a Oi quer apresentar até o fim de março, os cerca de R$ 5 bilhões se transformariam em ações da Oi já na aprovação do plano, deixando o restante como dívida, disse a pessoa. A quantia ainda está sendo discutida e o número final será decidido apenas quando credores e acionistas chegarem a um acordo em relação à taxa de conversão, disse a pessoa.

A Oi também concorda em usar parte dos recursos da venda de ativos para pagar os credores, segundo a pessoa.

'Ilegal e abusivo'

A Oi, que tem uma capitalização de mercado de R$ 2,56 bilhões, se reuniu com grupos de investidores assessorados pela Moelis & Co. e pela G5 Evercore neste mês e também manteve discussões com os três principais grupos de investidores interessados em fazer parte da recuperação da Oi: Elliott Management, Cerberus Capital Management e o grupo assessorado pela Moelis, que fez parceria com o bilionário egípcio Naguib Sawiris.

O grupo de Sawiris apresentou uma objeção formal ao plano de reestruturação da Oi na Justiça na segunda-feira, dizendo que ele é "ilegal e abusivo" e favorece os acionistas da companhia.

O grupo apresentou um plano alternativo em dezembro para trocar imediatamente R$ 24,8 bilhões em títulos por uma participação acionária de 95 por cento da companhia, injetando US$ 1,25 bilhão em capital novo.

A Oi preferiu não comentar.

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