Bolsas

Câmbio

Samarco deve voltar a operar em 2 meses, diz ministro de Minas

Katia Porzecanski, R.T. Watson e David Stringer

(Bloomberg) -- A mina de minério de ferro brasileira de propriedade da Vale e da BHP Billiton, fechada desde o fim de 2015, "provavelmente" estará operacional novamente nos próximos dois meses, disse o ministro de Minas e Energia do Brasil, Fernando Coelho Filho. Os títulos do empreendimento subiram.

Em entrevista no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, na terça-feira (17), o ministro disse acreditar que a Samarco Mineração "voltará aos negócios tendo abordado todos os problemas ambientais e legais" enfrentados desde o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, que matou 19 pessoas. O acidente, ocorrido em novembro de 2015, é considerado o pior desastre ambiental do país

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) ainda está trabalhando com a mineradora nas duas licenças necessárias para reiniciar as operações.

A pasta informou em novembro que a retomada em meados de 2017 era possível. A Vale, que tem sede no Rio de Janeiro, e a BHP, com sede em Melbourne, Austrália, disseram que esperam que a mina possa reiniciar as operações neste ano, sem garantir que isso vá acontecer.

A Vale e a BHP preferiram não comentar. A Samarco reiterou que espera a reabertura da empresa no segundo semestre, mas que não pode oferecer garantias.

Comentários positivos

"Eles querem voltar a operar um número rentável de toneladas, por isso, se o governo está dizendo que é possível em dois meses, então isso é melhor do que o que o mercado está esperando", disse Jeremy Sussman, analista da Clarksons Platou Securities em Nova York, por telefone. Os comentários de Coelho provavelmente darão impulso às proprietárias da Samarco, segundo Sussman. "É seguro dizer que isso seria positivo", disse ele.

As notas da Samarco com vencimento em 2022 subiram 6,3% na terça-feira após os comentários de Coelho. Os títulos ganharam 17% neste ano.

A BHP e a Vale disseram no mês passado que a Samarco havia concordado em usar a mina Timbopeba, da Vale, para depositar resíduos de mineração após a retomada do empreendimento, o que permitiria a continuidade das operações por diversos anos sem necessidade de uma nova estrutura para os rejeitos.

A Samarco era a segunda maior produtora mundial de pellets de minério de ferro antes da interrupção das operações e fornecia o material usado na fabricação do aço para cerca de 20 países, incluindo EUA, segundo a empresa de pesquisas AME Group.

O empreendimento gerava mais de R$ 2 bilhões (US$ 623 milhões) em lucro anual para suas proprietárias, segundo dados compilados pela agência de notícias Bloomberg.

Mineradora extrai diamante avaliado em R$ 50 milhões

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

Veja também

UOL Cursos Online

Todos os cursos