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BlackRock usa ouro para se proteger de risco que mercado ignora

Susanne Barton

(Bloomberg) -- Os investidores deveriam estar um pouco mais nervosos, na opinião de um gestor de recursos da BlackRock.

As bolsas dos EUA bateram recordes diante de sinais de estabilização da economia chinesa e da expectativa de que o presidente Donald Trump gaste mais com infraestrutura, relaxe regras e reduza impostos. Embora a disparada das ações e a volatilidade abaixo da média mostrem um clima de maior otimismo, os mercados estão subestimando os riscos políticos globais, disse Russ Koesterich, um dos gestores do BlackRock Global Allocation Fund, com US$ 41 bilhões. Ele recomenda o ouro como forma de proteção.

Eleições próximas na Europa e incerteza política nos EUA são alguns dos fatores que podem mexer com o sentimento dos investidores, afirmou Koesterich. Essas ameaças são amplificadas pelo potencial impacto da saída do Reino Unido da União Europeia e da crise da dívida na Grécia. Essas preocupações ajudaram a aumentar a demanda pelo ouro como porto seguro. O metal se valorizou 8 por cento neste ano, após registrar seu pior desempenho trimestral desde 2013.

"Aquele risco político escondido não está refletido nos mercados", afirmou Koesterich na quinta-feira. "As pessoas não estão tão nervosas e existem coisas que podem dar errado, especialmente quando consideramos todos os riscos políticos. Isso fortalece o argumento para inclusão do ouro em uma carteira."

A onça do metal para entrega imediata recuava 0,1 por cento para US$ 1.238,15 às 14:14 em Cingapura, de acordo com preços genéricos da Bloomberg. Seria a sétima semana em oito de valorização para o ouro.

Nos EUA, as bolsas tiveram nesta semana a mais longa fase de alta em três anos, a inflação subiu e o mercado de trabalho vem ganhando força. Isso ocorre ao mesmo tempo em que uma métrica de incerteza sobre políticas econômicas em nível global bateu recorde em janeiro.

"Parte dessa alta se baseia no fato de os investidores esperarem algum estímulo de Washington na forma de cortes de impostos e potencial estímulo fiscal", disse Koesterich. "O que vai acontecer se isso não vier? Haverá algum estímulo, mas o cronograma, a forma e a magnitude ainda são bastante incertos."

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