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Passeador de cachorro será mais procurado que professor nos EUA

Richard Miller

(Bloomberg) -- Nota para quem busca emprego nos EUA: você provavelmente terá mais chance de ganhar a vida levando cachorros para passear do que como professor de educação infantil no mercado de trabalho da próxima década.

Esta é uma das mensagens implícitas de um novo relatório da Conference Board, que tem sede em Nova York, a respeito da mudança na composição da demanda de consumo -- principal motor da economia -- ao longo dos próximos 10 anos.

O foco do relatório está na demografia, tanto no conhecido envelhecimento da geração baby boom (nascidos após a Segunda Guerra Mundial) quanto na menos famosa geração baby bust (anos 1960 até começos dos anos 1980), período que começou durante a Grande Depressão, quando os índices de fertilidade caíram.

Essa é a razão da escolha da profissão sugerida pelo relatório da associação de empresas e pesquisa. O gasto com animais de estimação deverá subir fortemente porque os baby boomers -- talvez sentindo falta dos filhos que deixaram o ninho -- distribuirão sua atenção e dinheiro em novos amigos peludos.

O gasto com educação ficará para trás porque a potencial população estudantil, compreendendo pessoas de cinco a 24 anos, está crescendo muito lentamente devido à pequena geração Z, posterior à Y.

O estudo projeta aumentos de gastos baseados puramente na demografia, incluindo o crescimento populacional. Os números não consideram o impacto do aumento dos salários e da riqueza no período. Sendo assim, a alta de 8,1 por cento projetada nos gastos familiares totais de 2015 a 2025 subestima o aumento que realmente ocorrerá.

Não é surpresa ver o aumento dos gastos com saúde aumentar 50 por cento entre os americanos de 70 a 84 anos.

Mas o gasto com livros, jornais e outros materiais de leitura também subirá porque os grupos cada vez maiores de aposentados -- eles estão aumentando em cerca de 1,2 milhão por ano, segundo o relatório -- têm mais tempo para si mesmos. Eles também gastam mais em reparos domésticos e têm menor propensão ou capacidade de realizá-los por conta própria, aponta o relatório.

O envelhecimento da população dos EUA em geral resulta em aumentos menores de gastos em uma série de outros produtos e serviços -- refeições em restaurantes e roupas, para citar apenas dois -- que são mais populares entre os americanos mais jovens.

Está chegando uma "reorganização da mentalidade do consumidor em geral" na próxima década, disse o coautor do relatório, Brian Anderson.

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