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CEO da Baidu prevê separação da divisão de carros robóticos

Bloomberg News

(Bloomberg) -- O bilionário fundador da Baidu lançou mais luz sobre os planos da gigante chinesa de buscas para vender carros robóticos no mundo inteiro revelando sua intenção de separar a divisão de carros sem motorista quando ela estiver pronta para atrair financiamento e sócios.

A Baidu é uma das corporações chinesas que se juntaram a uma corrida com Alphabet e o Uber Technologies para desenvolver veículos autônomos, visando a produção em massa até 2021. A empresa continua no caminho certo para atingir essa meta apesar de algumas falhas na tecnologia, que já foram resolvidas, disse o CEO Robin Li, em entrevista com a Bloomberg Television, nesta sexta-feira.

O sexto homem mais rico da China está orientando sua empresa para a pesquisa em inteligência artificial e tecnologias da próxima geração. Ele encarregou o ex-executivo da Microsoft, Qi Lu, de mergulhar nessas novas áreas, já que as divisões de pesquisa e anúncios on-line estão sob pressão de rivais como a Alibaba e a Sogou. Um campo promissor é o dos veículos autônomos, agora consolidados em uma unidade separada dirigida por Lu.

"Quando considerarmos que a unidade é promissora o suficiente e que chegou a uma etapa em que faz sentido executá-la de maneira independente ou introduzindo mais investidores estratégicos, faremos isso", disse Li, que está participando de uma reunião anual de legisladores em Pequim como membro de um órgão assessor.

Vantagens

Assim como o Google, a Baidu acredita que seus dados de buscas e mapeamentos lhe conferem vantagens em IA que podem ser usadas para desenvolver tecnologia de carros autônomos. Em abril, a empresa formou uma equipe de carros autônomos no Vale do Silício que emprega mais de 100 pesquisadores e engenheiros, em parceria com a fabricante de chips Nvidia, e tem testado seus veículos autônomos na China e na Califórnia, EUA.

A Baidu disse que vai colocar veículos autônomos em serviço até 2018. É provável que no futuro a empresa faça parceria com fabricantes de veículos tradicionais em vez de avançar sozinha, disse Li. A gigante das buscas não elaborou um plano de negócios para a tecnologia porque primeiro quer colocar os carros robóticos nas ruas, acrescentou ele.

"Faremos o que for preciso para atingir esse objetivo", disse ele. "Receita e lucros virão depois. Nós realmente não estamos buscando lucrar com isto."

No longo prazo, acumular clientes continua sendo vital na tentativa da Baidu de criar serviços de inteligência artificial de liderança mundial. Sistemas de IA aprendem mais rápido quando recebem mais material do mundo real, como fotos e termos de busca enviados pelos usuários. A empresa espera que novos produtos com IA além dos carros autônomos, como alto-falantes e assistentes pessoais inteligentes controlados por voz, aumentarão os lucros e a receita.

"Em IA, tamanho é documento", disse Li.

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