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Bancos do Reino Unido buscam vínculo com EUA após Brexit, dizem fontes

Stephen Morris

(Bloomberg) -- Altos executivos dos maiores bancos do Reino Unido e dos EUA criaram um grupo para promover vínculos mais próximos nos serviços financeiros entre os dois países depois que o Reino Unido deixar a União Europeia, de acordo com duas pessoas com conhecimento do assunto.

TheCityUK, o grupo de lobby do setor, criou um comitê diretor conduzido por gerentes do Barclays e do JPMorgan Chase & Co. para explorar possíveis negócios e acordos de investimento após o Brexit, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque as iniciativas ainda estão em estágio inicial. O presidente do conselho do Barclays, John McFarlane, que também dirige o TheCityUK, está supervisionando o projeto. O CEO do banco, Jes Staley, está dirigindo um subcomitê nos EUA e o presidente do conselho europeu do JPMorgan, Mark Garvin, tem um papel similar no Reino Unido.

O comitê está trabalhando com o Tesouro do Reino Unido e o Conselho de Serviços Financeiros, Comércio e Investimento do país, disseram as pessoas. Ainda não está claro quais acordos buscarão e as discussões são informais porque o Reino Unido não está oficialmente autorizado a negociar novos acordos enquanto não sair legalmente da UE, que regeu as relações comerciais do Reino Unido nos últimos 44 anos. Uma porta-voz do TheCityUK preferiu não comentar sobre o novo comitê.

O plano da primeira-ministra Theresa May para tirar o Reino Unido do mercado comum da UE deixou os banqueiros de Londres com medo de que a capital do país perca negócios para outros centros financeiros de dentro do bloco comercial, como Frankfurt, Paris e Dublin. Para atenuar o impacto, o governo agora está buscando guidance inicial sobre quais acordos podem ser firmados com países como EUA, Austrália, Canadá e África do Sul. No ano passado, os bancos solicitaram aos governos dos EUA, Japão e outros países que os ajudassem a defender a posição de Londres como centro financeiro internacional.

Bancos de investimento em Londres estão cada vez mais convencidos de que os negociadores do Reino Unido e da UE não chegarão a um acordo sobre o que May chamou de um "período de implementação gradual" do Brexit, disse uma das pessoas. Isso daria às firmas dois ou três anos adicionais para reestruturar seus negócios, além do período de negociação oficial de dois anos estipulado pelo Artigo 50 do Tratado de Lisboa da UE, que dá início ao processo de saída. A primeira-ministra prometeu acionar o Artigo 50 neste mês.

Michel Barnier, principal negociador do Brexit no lado da UE, disse que o bloco não discutirá condições futuras do acesso do Reino Unido ao mercado comum, nem nenhum acordo de transição temporária, enquanto não houver um avanço no chamado "custo do divórcio" do Reino Unido. Essa conta poderia chegar a totalizar 60 bilhões de euros (US$ 64 bilhões) e os legisladores britânicos têm se oposto a ela.

Os banqueiros ameaçaram acelerar as solicitações de licenças bancárias para novas filiais dentro da UE e começar a transferir funcionários e infraestrutura de Londres se não forem informados, assim que o Artigo 50 for acionado, se haverá um acordo de transição.

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