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Leiman da Engelhart se prepara para deixar cargo de CEO, dizem fontes

Andy Hoffman e Agnieszka de Sousa

(Bloomberg) -- Ricardo Leiman deixará o cargo de CEO da Engelhart CTP, mas continuará ocupando um cargo sênior na trading de commodities que ajudou a fundar há quatro anos, segundo pessoas com conhecimento do assunto.

Leiman, 50, continuará negociando commodities na empresa que foi separada do banco brasileiro Grupo BTG Pactual no ano passado, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque as mudanças não foram anunciadas formalmente. O presidente-executivo do conselho da Engelhart, Huw Jenkins, que também é membro do conselho e sócio-gerente do BTG Pactual, deverá assumir parte dos deveres gerenciais de Leiman, disseram duas das pessoas.

A saída de Leiman como CEO ocorre após quatro anos de um crescimento espetacular que rendeu à Engelhart um lugar atrás de algumas das maiores tradings do mundo após a saída de grandes bancos do setor. Fundado por Leiman e por um grupo de ex-executivos da Noble Group com apoio do BTG, a trading começou com cerca de 150 funcionários e se concentrou no Brasil.

Desde 2013, a Engelhart quadruplicou de tamanho e atualmente conta com cerca de 650 funcionários em 36 escritórios espalhados por 18 países. É uma das maiores traders de café, algodão, grãos e oleaginosas, além de carvão e metais como alumínio, estanho e cobalto, segundo três comunicados internos à equipe da Engelhart escritos por Leiman e obtidos pela Bloomberg News.

A porta-voz da Engelhart, Jennifer Renwick, preferiu não comentar. Leiman não deu retorno imediato a um telefonema em busca de comentários.

A empresa teve contratempos, contudo, sofrendo um prejuízo de cerca de US$ 225 milhões no terceiro trimestre de 2016 e cortando cerca de 15 por cento de sua equipe no ano passado em meio a condições desafiadoras no setor de trading, disseram pessoas com conhecimento do assunto na época. A empresa também enfrentou uma série de saídas de traders de nível sênior, inclusive do chefe global de grãos, de profissionais da equipe de oleaginosas e óleo vegetal e de um trader sênior especialista em cobre.

Comunicados escritos por Leiman mostram que a Engelhart se recuperou do prejuízo do terceiro trimestre e registrou lucro no ano cheio em 2016. O lucro antes de impostos, bônus, pagamentos de ações e custos de reestruturação foi de US$ 114 milhões em 2016 sobre receitas líquidas de US$ 348 milhões, escreveu Leiman em comunicado para a equipe com data de 1o de março

Foco no trading

"A empresa continua crescendo de maneira geral", escreveu Leiman em outro comunicado, com data de 21 de março, parabenizando traders e outros profissionais pelo primeiro trimestre bem-sucedido. A companhia desfrutou de um "início muito forte em termos de volumes para nossos negócios físicos globais de carvão, café, algodão, grãos, açúcar e frete, e também de produtos físicos de petróleo e merchandising e armazenagem de alumínio", disse ele.

Após quatro anos como CEO, Leiman agora se concentrará unicamente no trading, tarefa que manteve enquanto ocupou o cargo executivo, disseram as pessoas.

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