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Dyson supera US$ 3 bi em vendas com últimos aspiradores sem fio

Adam Satariano

(Bloomberg) -- A Dyson continua demonstrando que fabricar aspiradores de pó caros é um negócio lucrativo e em crescimento.

A empresa britânica de capital fechado informou que as vendas totais cresceram 45 por cento em 2016, para 2,5 bilhões de libras (US$ 3,12 bilhões), em grande parte devido à demanda por uma nova linha de aspiradores sem fio que funcionam a bateria. Os modelos, que foram lançados há dois anos e custam 500 libras cada, são os aspiradores de venda mais rápida dos 25 anos de história da companhia. O lucro da Dyson, excluindo alguns custos, subiu 41 por cento, para 631 milhões de libras.

No novo design, o motor do aparelho foi transferido para perto da empunhadeira, o que permite que atue como um aspirador vertical tradicional ou como um limpador de mão para aspirar detritos em espaços difíceis de alcançar. James Dyson, o fundador da companhia, disse que se surpreendeu com a aceitação. "Estão crescendo a uma taxa fenomenal", disse ele em entrevista.

A Dyson, que tem cerca de 3.500 funcionários, vem expandindo a linha há anos além dos aspiradores de pó, com purificadores de ar, aquecedores, ventiladores e robôs. Um novo secador de cabelo cujo desenvolvimento levou quatro anos e custou US$ 70 milhões foi lançado no ano passado. A companhia se comprometeu a investir 2,5 bilhões de libras em tecnologias do futuro, incluindo inteligência artificial e robótica.

Entre as maiores apostas da Dyson estão as baterias. No ano passado, a companhia informou que investiria 1 bilhão de libras em pesquisas nos próximos cinco anos. Em 2015, a empresa adquiriu a Sakti3, fabricante de baterias em estado sólido, por US$ 90 milhões.

Embora as baterias sejam um recurso fundamental para os aspiradores de pó e para outros produtos atuais da Dyson, a pesquisa gerou a especulação de que a Dyson poderia acabar entrando no mercado de carros elétricos. A Dyson preferiu não comentar planos a longo prazo, mas afirmou que "haverá muitos novos participantes no mercado automotivo".

"Se conseguirmos desenvolver baterias quatro vezes mais densas, que não esquentem e que possam ser recarregadas rapidamente, se abrirá um enorme leque de possibilidades, não apenas para o que fabricamos agora, mas para produtos que as pessoas nem imaginam", disse ele.

Como muitas varejistas grandes têm dificuldades diante da concorrência das empresas de comércio on-line, a Dyson vai abrir lojas próprias. A companhia planeja abrir 25 unidades neste ano, inclusive em São Francisco, Nova York e China.

"Há cada vez menos estabelecimentos de varejo", disse Dyson. "Queremos que as pessoas vejam a tecnologia, que a testem e que tenham uma experiência muito boa com ela. Isso nem sempre é possível nas lojas tradicionais."

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