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LG precisa de aposta melhor que OLED para vencer Samsung: Gadfly

Tim Culpan

(Bloomberg) -- Os investidores pareciam animados nesta terça-feira porque a LG Display pode ter decidido investir 4 trilhões de wons (US$ 3,6 bilhões) para desenvolver sua capacidade de produção de OLED.

As ações da companhia sul-coreana chegaram a subir 4,97 por cento após uma reportagem do ETNews sobre o plano. O volume de negociação, de 3,2 vezes a média de 20 dias, mostra que este não foi apenas um interesse passageiro.

O temor era que a LG, a maior fabricante mundial de painéis com telas de tamanho grande, pudesse investir em telas de cristal líquido em vez de optar pela tecnologia mais recente e de crescimento mais rápido do diodo emissor de luz orgânico, publicou a Bloomberg News, citando declarações de Kim Hyunsoo, analista da Taurus Investment & Securities.

A injeção de mais recursos nos LCDs certamente teria sido um bom motivo para preocupação. A tecnologia, antiga mas sólida, está perdendo a atratividade em um momento em que novas concorrentes, principalmente da China, fazem uma aposta na capacidade que continuará derrubando os preços.

O OLED, por outro lado, é a novidade do momento por ser capaz de tornar os dispositivos móveis mais brilhantes e mais eficientes em consumo de energia. A Samsung Electronics praticamente domina o mercado graças à sua entrada precoce. A escassez de oferta está forçando a Apple a reavaliar os planos para seu próximo iPhone, que faz com que um grande investimento da LG no segmento pareça uma decisão inteligente.

Uma jogada ainda mais inteligente, contudo, seria olhar além dos próximos ciclos de produtos. Em vez do OLED, a LG poderia ter feito uma boa opção se guardasse munição para o microLED, uma tecnologia diferente com uma série completamente nova de vantagens (e desvantagens) em relação ao OLED. A questão sobre se o microLED é superior ao OLED ainda é alvo de debates, mas a tecnologia tem atrativos suficientes para ganhar o interesse da Apple e a Samsung também a está analisando.

Em sua busca por uma independência maior, a Apple está trabalhando duro para desenvolver suas próprias tecnologias de tela, inclusive em um laboratório de testes no norte de Taiwan. Além de analisar o LCD e o OLED, a empresa americana está avaliando o microLED. Se puder tornar a tecnologia viável, a Apple poderia vir a quebrar o modelo atual no qual depende de fornecedores externos para a tecnologia básica e para a capacidade de produção, da mesma forma que desenvolve seus próprios chips e depois terceiriza a fabricação.

Não é coincidência que a maior fornecedora da Apple, a Foxconn Technology Group, recentemente tenha comprado uma participação na startup de microLED americana eLux. A LG também deveria aceitar essa dica: esqueça a corrida contra o tempo do OLED e saia na frente com o microLED.

Esta coluna não reflete necessariamente a opinião da Bloomberg LP e de seus proprietários.

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