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Facebook tem responsabilidade de gerar empregos, diz diretora

Sarah Frier e Caroline Hyde

(Bloomberg) -- Em um momento em que a tecnologia cada vez mais está substituindo trabalhadores, do varejo à manufatura, a diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, afirma que a companhia tem o dever de ajudar outras empresas a gerarem novos empregos.

"A tecnologia certamente está substituindo os empregos", disse ela em entrevista à Bloomberg Television. "E a tecnologia também pode ser usada para gerar empregos. É nossa responsabilidade ajudar pequenas e grandes empresas de todo o mundo a usarem a tecnologia para expandirem seus negócios para que possam gerar empregos."

Sandberg defende, dessa forma, o impacto da rede social Facebook sobre a economia americana em geral em um momento em que a empresa busca mudar sua imagem de empresa fora do alcance centrada no Vale do Silício. O CEO Mark Zuckerberg tem viajado pelos EUA para entender as realidades econômicas de áreas mais rurais, entre as quais algumas que enfrentam perdas de empregos ou dependências de opiáceos. Sua empresa pode ajudar as comunidades a lidarem com esses problemas se as pessoas usarem a plataforma para construir vínculos mais fortes entre si, escreveu Zuckerberg.

Depois que o Facebook enfrentou críticas por seu papel na propagação de notícias falsas após a eleição presidencial de 2016 nos EUA, Zuckerberg escreveu em janeiro uma carta aberta descrevendo as prioridades da empresa, entre as quais fazer as pessoas se envolverem com suas comunidades e tornar a rede social Facebook mais segura. Ambos os executivos se concentraram em demonstrar como a empresa enxerga a evolução de seu papel, de simples plataforma on-line neutra que servia para contato com amigos e familiares para se tornar a gigante que tenta entender como poderia transformar a sociedade.

Sandberg conversou com a Bloomberg TV na véspera de uma viagem ao festival de publicidade Cannes Lions, na França, onde discursará para os marqueteiros nesta semana sobre os anúncios em vídeo e as capacidades de segmentação de público do Facebook.

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Uma das principais maneiras de o Facebook ajudar as pequenas empresas, segundo ela, é vendendo a elas publicidade para dispositivos móveis, para que tenham mais sucesso e possam se expandir. Sandberg tem conversado com essas empresas e está treinando-as para usarem métodos de marketing móvel na rede social, que atualmente conta com quase 2 bilhões de usuários.

Os anunciantes, especialmente os da Europa, estão tão preocupados quanto os governos em saber se o Facebook facilitou a propagação de ideologias extremistas. Eles têm procurado formas de seus anúncios serem exibidos apenas juntamente com conteúdos previsíveis e de alta qualidade -- o que é difícil de prometer na internet. O Facebook tem trabalhado para limpar sua rede, inclusive entregando aos anunciantes mais ferramentas para que saibam onde suas mensagens são colocadas.

Na semana passada, a empresa informou que confiaria na inteligência artificial, e também em uma equipe de 150 especialistas em contraterrorismo, para impulsionar seus esforços.

"Para ter sucesso, do ponto de vista corporativo, é preciso garantir que não haja conteúdo impróprio de nenhum tipo -- ódio, violência, terrorismo, nada disso -- em nossa plataforma", disse Sandberg.

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