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Fundo Vision da SoftBank lidera aposta em fazendas indoor

Selina Wang

(Bloomberg) -- Masayoshi Son descobriu um dedo verde.

O fundo Vision do chefe da SoftBank está liderando um investimento de US$ 200 milhões na startup Plenty, do Vale do Silício, que afirma ter descoberto uma maneira de cultivar vegetais em espaços fechados de forma supereficiente. Entre os demais participantes da rodada de financiamento estão o fundador da Moore Capital Management, Louis Bacon, e financiadores atuais como a DCM Ventures e fundos que investem em nome de Eric Schmidt, da Alphabet, e de Jeff Bezos, da Amazon.

Esta é a primeira grande aposta de Son na inovação agrícola e uma espécie de distanciamento em relação a seus investimentos recentes em startups gigantescas, como a startup de espaços de escritório WeWork e a provedora chinesa de transporte compartilhado Didi Chuxing, mas ele foi atraído pelo potencial da Plenty de ajudar a aumentar a produção de alimentos perto das grandes cidades.

"Acreditamos que a equipe da Plenty reformulará o sistema alimentar atual para melhorar a qualidade de vida das pessoas", disse Son, em comunicado enviado por e-mail.

Matt Barnard, cofundador da Plenty, deverá participar na quinta-feira do SoftBank World, o evento anual de dois dias da empresa, realizado em Tóquio, voltado a clientes e fornecedores. Nos anos anteriores, Son dividiu o palco com o cofundador da Alibaba, Jack Ma, e com o robô da empresa, Pepper.

O apoio de Son pode dar um grande impulso à agricultura vertical, um conceito muito comentado que até agora não foi capaz de revolucionar a produção agrícola. Nos últimos anos, várias empresas, incluindo a Podponics, com sede em Atlanta, a LocalGarden, de Vancouver, e a FarmedHere, da área de Chicago, fecharam fazendas cobertas por não serem economicamente viáveis.

Barnard, que cresceu em uma fazenda comercial de Wisconsin, fundou a Plenty em 2014 com Nate Storey, um cientista agrônomo que já havia criado uma fazenda coberta anteriormente. A forma de atuação da Plenty é diferente das rivais. Enquanto a maioria cultiva plantas em prateleiras como em uma grande cômoda, a Plenty usa colunas de 6 metros de altura das quais as plantas saem horizontalmente; imagine postes alinhados em filas, revestidos por plantas de cima a baixo. Os nutrientes e a água gotejam pelas colunas. Os cientistas da Plenty também descobriram como remover de forma mais barata o excesso de calor emitido pelas luzes LED de cultivo -- um problema que, segundo Barnard, complicou outras operações.

O cofundador da DCM Ventures, David Chao, afirma que o investimento de US$ 200 milhões do fundo Vision será usado principalmente para ajudar a Plenty a crescer dentro e fora do país. A empresa espera erguer fazendas pré-fabricadas nos arredores das maiores cidades do mundo no futuro. A SoftBank tem conexões extensas em todo o mundo, diz Chao, e quer "ajudar a Plenty a se expandir bastante rapidamente, em particular na China, no Japão e no Oriente Médio".

--Com a colaboração de Pavel Alpeyev

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