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Novo astro da Och-Ziff tem 34 anos e pode embolsar US$ 280 mi

Sridhar Natarajan e Katia Porzecanski

(Bloomberg) -- Dan Och ainda é o dono da bola na Och-Ziff Capital Management Group. Ele é diretor executivo, presidente do conselho e a face pública do fundo de hedge que fundou há mais de duas décadas.

Mas após um escândalo de suborno que afastou clientes e queimou um terço de seus ativos, o destino da firma está nas mãos de um desconhecido profissional de 34 anos chamado Jimmy Levin.

Em fevereiro, Och chocou muita gente em Wall Street ao elevar Levin ? o astro da divisão de crédito da firma ? ao cargo de codiretor de investimentos e entregar a ele um pacote de incentivo de US$ 280 milhões. É um tamanho de remuneração que pouco se vê no setor ultimamente e Och colocou sua própria fortuna em jogo, abrindo mão de 30 milhões de ações.

Dentro da firma, muitos se revoltaram. Fora dela, houve desprezo. Para alguns, a decisão refletia desespero. Cinco meses depois, ainda não se sabe se Och tomou a medida como último lance arriscado para recuperar sua posição no universo dos fundos de hedge ou deu uma tacada genial.

Dan Och se recusou a comentar.

Levin tem um desafio e tanto pela frente: reverter a fuga inclemente de ativos - e de pessoal - deflagrada pela má conduta da Och-Ziff na República Democrática do Congo, na Líbia e em outros países africanos. Se Levin conseguir, será porque deu certo o plano dele de tirar o foco da Och-Ziff das ações e transferir para a renda fixa. Atualmente, metade dos US$ 32 bilhões em ativos da firma está atrelada a crédito.

Lucros maiores

Levin começou a trabalhar na Och-Ziff em 2006 e é pouco conhecido fora desse círculo. Mas ganhou reputação como alguém que tem toque de Midas. Sua ascensão se iniciou logo após a crise financeira, quando ele convenceu o homem que hoje é seu codiretor de investimentos, David Windreich, a apostar nas ruínas das estruturas de crédito atreladas ao mercado imobiliário dos EUA e, mais tarde, em instrumentos financeiros igualmente abalados na Europa, como títulos de dívida regional da Espanha.

O principal fundo de crédito da firma gerou ganho médio de 13 por cento desde que foi criado, em 2011. Em 2012, transações de crédito guiadas por Levin renderam US$ 2 bilhões e responderam por mais da metade do ganho total da firma naquele ano. A divisão de crédito passou a gerar retorno tão superior que Levin foi nomeado chefe global de crédito em 2013.

Agora, o pacote de incentivo de US$ 280 milhões é um voto de confiança. Levin recebeu 39 milhões de ações vinculadas a desempenho. Ele precisa ficar por três anos e a ação da firma precisa dar retorno de 125 por cento, incluindo dividendos, para que ele embolse o valor cheio. Se a ação avançar o mínimo exigido de 20 por cento, ele leva US$ 50 milhões. O papel da Och-Ziff é cotado atualmente ao redor de US$ 3, após queda de 80 por cento desde 2014, quando veio à tona que a firma era investigada pelo governo americano por envolvimento em um esquema de pagamento de propinas na África.

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