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TV on-line não compensa queda no serviço de cabo nos EUA

Gerry Smith

(Bloomberg) -- O mercado de TV on-line passou de zero para quase 3 milhões de clientes em alguns anos, mas o número ainda é insuficiente para compensar os cancelamentos do serviço de cabo.

A Sling TV, que iniciou o primeiro serviço em janeiro de 2015, surgiu como líder do mercado, com 1,7 milhão de usuários, segundo duas pessoas com conhecimento do assunto. O produto da Dish Network, que engloba a partir de 30 canais por US$ 20 mensais, está à frente do DirecTV Now, da AT&T, e do PlayStation Vue, da Sony -- que tinham cerca de 400.000 e 450.000 assinantes no início de abril, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque os números não são públicos.

Apesar de todo o seu sucesso, esses pacotes magros de canais ao vivo disponibilizados pela internet parecem mais um curativo do que uma panaceia para o mal que aflige a TV paga. Cerca de 6 milhões de assinantes cancelaram o serviço de cabo ou satélite desde 2010, abandonando seus pacotes de US$ 80 ou US$ 90 por mês. Os novos assinantes não substituem completamente os antigos e pagam menos, o que significa que as empresas de mídia perderão US$ 13 bilhões em receitas na próxima década, segundo o Barclays. É provável que os pacotes de TV on-line também não sejam rentáveis para as empresas que os vendem.

"A maioria dessas empresas é deficitária ou, na melhor das hipóteses, não ganha nem perde dinheiro", disse Craig Moffett, analista da MoffettNathanson. "O mercado está se configurando como um negócio muito ruim."

Os otimistas em relação ao setor argumentam que os pacotes on-line magros pelo menos reduzem a perda de audiência. E estão dando aos consumidores de TV mais opções do que tiveram por anos com empresas de telefonia fixa e TV por cabo e satélite.

Os 2,7 milhões de assinantes do setor representam um aumento em relação aos cerca de 2 milhões de fevereiro, número que John Martin, executivo da Time Warner, citou na época. Desde então, o YouTube e a Hulu lançaram suas alternativas on-line e atraíram juntas cerca de 160.000 assinantes, disseram as pessoas. As novas empresas ainda estão em expansão, fechando acordos para distribuir serviços de novas maneiras e para lançar canais locais em mais cidades.

Trata-se de uma novidade bem-vinda para emissoras de cabo como a ESPN, da Walt Disney, que perdeu milhões de assinantes com o cancelamento de serviços de cabo nos últimos anos e que vê os serviços de TV on-line como uma forma de trazer parte deles de volta.

Anthony DiClemente, analista da Instinet, estima que 1,6 milhão de pessoas assinarão pacotes magros neste ano e outras 1,3 milhão em 2018. DiClemente afirma que ficou "mais confiante" na possibilidade de a TV on-line "(re)conectar a geração Y aos pacotes".

Sling, AT&T, Sony, YouTube e Hulu preferiram não comentar sobre seus números de assinantes.

Até o momento, os pacotes magros estão compensando cerca de 60 por cento, apenas, das pessoas que cancelam o serviço de TV paga, segundo Moffett. Na próxima década, 31 milhões de residências cancelarão ou reduzirão seus serviços tradicionais de TV, enquanto apenas 17 milhões adotarão opções ao vivo on-line, segundo o Barclays.

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