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Dirigir o Tesla Model 3 muda tudo

Tom Randall

(Bloomberg) -- Se você alguma vez dirigiu o veículo top de linha da Tesla -- o Model S P100D, que custa US$ 140.000 --, você experimentou uma versão sem paralelos do poder de dirigir. A aceleração de 0 a 100 km/h em 2,3 segundos te afunda no banco e faz o estômago revirar. Algumas pessoas adoram essa sensação. Eu não sou uma delas.

É claro que dirigir uma besta eletrificada totalmente equipada é tão emocionante quanto andar na montanha-russa mais feroz, mas nem todos querem que o trajeto diário para o trabalho seja como a Kingda Ka. Após testar um dos primeiros exemplares do novo Tesla Model 3, na semana passada, penso que o CEO Elon Musk finalmente entregou um carro elétrico voltado ao motorista cotidiano, como eu.

O Model 3 ainda tem muita aceleração, passando sem esforço de 0 a 100 km/h em 5,1 segundos na versão atualizada que eu dirigi, que faz impressionantes 500 quilômetros por recarga. Ele é ágil, confortável e tem uma direção apertada que te fará sorrir. Os assentos te dão um abraço suave e parecem um pouco mais voltados para as ruas do que para a pista de corrida. Este é o Model S após uma dieta, compensando com praticidade o que perde em extravagância.

O fato de esse carro ainda ter a aparência e a dirigibilidade de um Tesla e de dar a sensação de um Tesla -- a um preço inicial de US$ 35.000 -- mostra até que ponto a fabricante de veículos do Vale do Silício chegou. Este ainda é um veículo caro para muitos dos maiores fãs da Tesla e os atraentes pacotes de opcionais deixarão muitos clientes em território desconfortável. Mas com os preços atuais das baterias a Tesla está estabelecendo um novo padrão de valor para os carros elétricos -- o que, é claro, sempre foi o plano de Musk.

A Tesla está melhorando na fabricação de carros. Ao contrário das versões iniciais do Model S e do X, o Model 3 é feito para o motorista do dia a dia, com vários porta-copos e compartimentos nas portas e no console. Os materiais dos descansos de braço e das portas parecem resistentes. E o material sintético costurado usado para os assentos premium é diferente do couro, mas não inferior.

A bateria maior é um divisor de águas. Só um outro carro elétrico no mundo superou a barreira da autonomia de 300 milhas (482 quilômetros): a versão mais cara do Tesla Model S, um carro ultraluxuoso vendido a partir de US$ 97.500. O novo Model 3 tem uma autonomia mais barata para esse valor do que o atual detentor do recorde, o Chevrolet Bolt, de US$ 37.500, superado pelo Model 3 em questão de classe em praticamente em todas as categorias.

Perguntei a Franz von Holzhausen, chefe de design da Tesla responsável pelo Model S, pelo X e pelo 3 quais são seus elementos de design favoritos no Model 3. Ele não mencionou as curvas e os ângulos, as alças elegantes das portas ou o uso máximo do espaço -- todas grandes conquistas em termos de design.

Em vez disso, ele falou sobre o "ambiente do carro" -- o "interior bonito, limpo e minimalista que permitirá que você se concentre na direção".
"O interior não é como o de nenhum outro carro", disse von Holzhausen. "Ele é incrivelmente avançado" e "vai envelhecer charmosamente".

Para uma pessoa que não viu o carro, esta talvez seja uma resposta vaga e insatisfatória. Mas depois de dirigi-lo, de andar nele como passageiro e de subir no banco de trás e no porta-malas tentando tomar as medidas para uma futura viagem de acampamento, eu provavelmente não teria dado uma definição melhor.

Para entrar em contato com o repórter: Tom Randall em Nova York, trandall6@bloomberg.net.

Para entrar em contato com a editora responsável: Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net.

©2017 Bloomberg L.P.

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