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Bombardier promove modelo série C para rotas Europa-EUA

Christopher Jasper e Benjamin Katz

(Bloomberg) -- A Bombardier está promovendo seu avião da Série C para operações transatlânticas como parte do esforço da fabricante de aviões canadense para conseguir uma nova série de pedidos, impulsionada pelo início dos voos com saída do Aeroporto da Cidade de Londres.

As rotas europeias operadas pelo braço suíço da Deutsche Lufthansa deverão demonstrar as habilidades do avião a possíveis compradores e ajudar a dar sequência à possibilidade de prestar serviços nos EUA para estabelecer suas credenciais em voos de longa distância, afirmou Rob Dewar, chefe do programa do Série C, em entrevista, por telefone.

O jato de fuselagem estreita oferece o dobro da autonomia, 25 por cento mais capacidade e um ruído menor que outros aviões do Aeroporto da Cidade de Londres, onde o número de voos é limitado devido à pista curta e às rígidas restrições ambientais, disse Dewar. A aeronave já realizou um voo de teste de Londres até o Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, com uma configuração de 44 assentos, todos de classe executiva.

"A partir do Aeroporto de Londres é possível programar muitos destinos na parte leste da América do Norte", disse Dewar. "Há vários clientes atualmente -- não apenas um punhado -- estudando a capacidade do Série C para rotas de longo curso, alguns deles com rotas transatlânticas."

Apesar de a British Airways já ter uma operação de fuselagem estreita do Aeroporto da Cidade de Londres para Nova York, seus aviões Airbus A318 de classe única estão limitados a 32 assentos-cama e precisam reabastecer na Irlanda para realizar a viagem devido às restrições de peso ao sair do aeroporto britânico. O Série C pode realizar a mesma viagem sem escala, com 12 passageiros a mais, ou conectar Londres a outros lugares a distâncias semelhantes, como Toronto, com uma carga similar, disse Dewar.

A Swiss, que voou com a versão menor do avião CS100 para o Aeroporto da Cidade de Londres pela primeira vez na quarta-feira, planeja operar no terminal londrino em rotas com saída de Zurique e Genebra, substituindo os jatos regionais Avro RJ100 da BAE Systems usados por 25 anos. O diretor comercial do Aeroporto da Cidade de Londres, Richard Hill, afirmou que o avião da Bombardier também abre a possibilidade de oferecer serviços diretos para a Rússia e o Oriente Médio.

Aspen, Tibet

Em aeroportos com pista padrão, o Série C pode realizar viagens transatlânticas em uma configuração multiclasses com plena capacidade. Saindo de lugares como o London Gatwick ou de Lisboa, a variação CS300 maior teria uma autonomia de 3.300 milhas náuticas, o que colocaria ao seu alcance boa parte da costa leste dos EUA.

O avião é mais adequado para ligar terminais secundários, disse Dewar, trocando um voo por até três por meio de grandes hubs. Ele acrescentou que também existe algum interesse em operações de baixo custo e classe única e que as empresas aéreas estão pedindo que a Bombardier estude possíveis rotas. "É algo que a aeronave pode fazer, apesar de não ser o foco do nosso mercado principal", disse ele.

(As atualizações com o escopo para os vôos da cidade de Toronto no quinto parágrafo, variam de aeroportos maiores em sétimo.)

--Com a colaboração de Frederic Tomesco

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