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Rio Tinto prefere exploração à compra de novas minas de diamante

Rebecca Keenan e David Stringer

(Bloomberg) -- A Rio Tinto Group, segunda maior empresa de mineração do mundo, está dando preferência à exploração, e não a aquisições, para substituir sua decrescente produção de diamantes -- mesmo que o processo demore três décadas.

"Estamos confiantes de que ao longo do tempo encontraremos novos recursos de primeiro escalão, de classe mundial", disse o CEO Jean-Sébastien Jacques em entrevista, acrescentando que a empresa continua atenta a possíveis aquisições. "Existe um bom valor para os vendedores, mas não tenho certeza [de que exista valor] para os acionistas."

A De Beers, maior produtora do mundo, prevê que a demanda crescente da China e da Índia respaldará o mercado de joias de diamantes, de US$ 80 bilhões, segundo relatório de junho. A perspectiva melhor nos principais mercados emergentes levou o setor de corte e polimento da Índia a ampliar sua capacidade de produção no primeiro semestre, informou a Rio neste mês.

Apesar de a unidade de diamantes da Rio ter respondido por apenas 1,7 por cento da receita da empresa em 2016, de US$ 33,8 bilhões, trata-se de um negócio de margem elevada, disse Jacques. A Rio deverá esgotar suas duas minas atuais na Austrália e no Canadá até 2024, segundo comunicados da empresa ao mercado.

A Rio, que prevê uma produção de diamantes de 19 milhões a 24 milhões de quilates neste ano, contra cerca de 18 milhões em 2016, se associará à Shore Gold no projeto Fort à la Corne, em Saskatchewan, no Canadá, após fechamento de acordo em junho. O projeto Star-Orion South desse empreendimento possui um recurso em diamantes estimado em 55,4 milhões de quilates e tem custo potencial de desenvolvimento de cerca de 2,5 bilhões de dólares canadenses (US$ 2 bilhões), segundo comunicados de 2015.

A oferta global provavelmente será inferior à demanda na próxima década devido ao declínio na produção de diamantes brutos e ao surgimento de um déficit mais a longo prazo, escreveram analistas da Investec Securities em nota na sexta-feira. "Nós acreditamos que é necessário haver uma exploração maior de diamantes."

A operação Diavik da Rio, ao sul do Círculo Ártico, nos Territórios do Noroeste do Canadá, será esgotada até 2024, segundo a empresa, enquanto a mina Argyle, na Austrália Ocidental -- que responde por cerca de três quartos da produção da empresa --, deverá fechar em 2021. Existe uma grande demanda pelos diamantes rosas de Argyle, disse Jacques.

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