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IBM e MTN usam coleira para combater caça ilegal de rinocerontes

Loni Prinsloo

(Bloomberg) -- A maior operadora de telefonia móvel da África, a MTN Group, e a IBM estão introduzindo coleiras para animais que podem ser presas afim de ajudar a combater a caça ilegal ao rinoceronte, um caso de teste para novas tecnologias sem fio.

As coleiras rastreiam e monitoram animais que podem ser presas, como zebras que pastam perto de rinocerontes, detectando quando os animais sentem uma ameaça e começam a se mover. Os dados são captados pela rede da MTN, enviados para um satélite e analisados na nuvem, onde podem ser acessados através de um aplicativo móvel, informaram as empresas.

A MTN, com sede em Johannesburgo, assim como outras operadoras de telefonia móvel em todo o mundo, está buscando novas fontes de receita e usos para sua rede à medida que a concorrência pesa sobre os preços de ligações e dados. A International Business Machines (IBM) busca se estabelecer no mercado da chamada internet das coisas, ou a conexão entre aparelhos através da web.

"Este será o primeiro do tipo a enfrentar o problema do caça ilegal de rinocerontes na África", disse Craig Holmes, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da IBM. "Este projeto é um exemplo de como a IBM está trabalhando cada vez mais com parceiros para implementar aplicativos práticos para a internet das coisas."

A demanda pelo chifre de rinoceronte subiu em países como China e Vietnã devido à crença de que ela pode curar doenças como o câncer ou aliviar a ressaca. O chifre de rinoceronte pode chegar a custar US$ 95.000 por quilo na Ásia, mais valioso que o ouro.

As coleiras oferecem uma solução acessível e facilmente reproduzível, porque basta um telefone celular para detectar uma potencial situação de caça ilegal, disse Petrus Greyvenstein, um líder técnico da IBM. Mais de 1.000 desses animais foram abatidos a cada ano desde 2013 na África do Sul, de acordo com Save the Rhino International, uma organização com sede em Londres.

As coleiras serão implementadas inicialmente na Welgevonden Game Reserve na África do Sul, que ajudou com a pesquisa junto com a Universidade de Wageningen. Posteriormente, elas serão introduzidas em outros países onde a MTN atua, de acordo com a gerente de negócios da MTN, Mariana Kruger. As coleiras têm uma vida útil de bateria de mais de cinco anos, disse ela.

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