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Baidu convida polícia virtual da China a refutar notícias falsas

Bloomberg News

(Bloomberg) -- A Baidu está construindo um sistema para permitir que a polícia virtual chinesa detecte e corrija "boatos on-line" que sejam considerados uma ameaça à estabilidade, permitindo que as agências policiais intervenham diretamente em tudo, desde seus resultados de busca até fóruns de discussão.

A plataforma conecta 372 agências policiais que usarão ferramentas de inteligência artificial sofisticadas para monitorar e responder a notícias, postagens de blog e outros itens falsos em cerca de uma dezena de serviços da Baidu, incluindo seu popular mecanismo de busca, publicou a agência oficial de notícias Xinhua. Mais de 600 organizações e especialistas de diversas áreas serão recrutados para opinar sobre a plataforma em seus respectivos campos, segundo e-mail enviado pela Baidu. Entre eles há órgãos oficiais como a Academia Chinesa de Ciências Sociais, além de empresas de mídia como Shanghai United Media Group e Caijing.

Gigantes da Internet como Facebook e Twitter têm dificuldades para lidar com a proliferação de artigos noticiosos espúrios em diversos serviços de redes sociais. A abordagem da Baidu permite que o governo chinês intervenha diretamente e escreva artigos para refutar informações. Os itens que esse sistema decidir que são falsos serão rotulados de forma clara como "boato" no topo dos resultados da pesquisa, juntamente com uma explicação escrita pela agência ou organização relevante, segundo uma página de exemplo fornecida pela Baidu.

O mesmo sistema será empregado em produtos de seu agregador de notícias e em fóruns on-line para o serviço de perguntas e respostas Quora, disse a porta-voz da Baidu, Whitney Yan.

A empresa fez o anúncio dias depois de os órgãos chineses reguladores do ciberespaço repreenderem e multarem a Baidu, a Tencent Holdings e o site Weibo, semelhante ao Twitter, por transmitirem pornografia, conteúdo violento e notícias falsas. Os três afirmaram que cooperarão e removerão materiais desagradáveis.

A China está ampliando o escrutínio sobre o conteúdo da internet local às vésperas de um importante congresso do Partido Comunista, que deverá consolidar a autoridade do presidente Xi Jinping. Com a intenção de neutralizar possíveis fontes de informações disruptivas, o governo desativou serviços e websites de streaming ao vivo, reforçou regulações que regem VPNs e emitiu repetidos alertas sobre a necessidade de limpar o conteúdo por meio de várias agências.

Na quarta-feira, a Administração Chinesa da Internet também emitiu uma advertência para o serviço WhatsApp, do Facebook, por "conteúdos ilegais", após uma série de interrupções no serviço de mensagens.

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