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Filmes da Disney enfrentam teste e CEO está confiante

Christopher Palmeri e Anousha Sakoui

18/10/2017 13h25

(Bloomberg) -- A indústria cinematográfica pode estar imersa em um mundo de problemas, mas, na estreia do próximo grande filme de super-herói da Walt Disney, "Thor: Ragnarok", Bob Iger parecia tão confiante quanto o próprio deus viking.

"Com 'Thor', 'Viva' e 'Star Wars', eu gosto das cartas que temos na mão", disse o CEO de 66 anos da Disney, enumerando os próximos três lançamentos. "Eu não acho que um verão ou um ano nos diga algo definitivo, precisamos estar sempre trabalhando para fazer grandes filmes."

Após a pior temporada do verão boreal em uma década, as vendas de ingressos nos EUA caíram 5 por cento neste ano. E as grandes decepções foram os tipos de filmes em que Hollywood tinha se concentrado: refilmagens e continuações, como "A Múmia" e "Transformers 5", além dos títulos da própria Disney "Piratas do Caribe" e "Carros 3". Ao comprar a Pixar, a Marvel Entertainment e a Lucasfilm por US$ 15 bilhões ao longo dos últimos dez anos, Iger apostou mais do que qualquer um em transformar marcas e personagens familiares em máquinas cinematográficas de fazer dinheiro.

Apesar do mau tempo em Tinseltown, é possível que os próximos três filmes da Disney superem os lançamentos da empresa no final de 2016, liderados pela mais nova estreia da Lucasfilm, "Star Wars: Os Últimos Jedi", que chegará aos cinemas dos EUA no dia 15 de dezembro. Existe até uma chance de que os resultados da Disney, junto com outros possíveis sucessos, como "Liga da Justiça", da Warner Bros., ajudam os cinemas a alcançar uma receita de bilheteria semelhante à de 2016.

Eric Wold, analista da B. Riley & Co. em São Francisco, calcula que a bilheteria dos EUA terminará 1 por cento abaixo do recorde de US$ 11,38 bilhões registrado no ano passado. Algumas surpresas positivas podem dar um impulso às sofridas ações das operadoras de cinemas, como AMC Entertainment Holdings e Regal Entertainment Group, as maiores exibidoras. Essas empresas registram queda de 59 por cento e 22 por cento neste ano, respectivamente.

"A Disney está encabeçando o quarto trimestre e o ano, porque tem tido um desempenho firme", disse Wold. "Dependendo da força desses filmes, poderíamos ver um recorde em 2017."

"Ragnarok", o terceiro filme da Disney baseado na deidade nórdica que lança seu martelo, deverá arrecadar US$ 105 milhões no fim de semana de estreia e US$ 269 milhões durante o período em que ficar em cartaz nos EUA, de acordo com estimativas da BoxOfficePro.com. Isso é o suficiente para entrar no top 10 desse ano. O filme será lançado no dia 3 de novembro.

A empresa está confiante de que o novo "Thor" vai superar seus predecessores, de acordo com Alan Horn, presidente da Walt Disney Studios. Em parte devido à quantidade menor de lançamentos deste ano, as vendas de bilheteria nos EUA da gigante do entretenimento caíram cerca de 35 por cento, de acordo com a empresa de pesquisa Box Office Mojo. O filme de 2013 "Thor: O Mundo Sombrio", produzido por cerca de US$ 170 milhões, arrecadou US$ 206,4 milhões com a venda de ingressos nos EUA e US$ 644,6 milhões em todo o mundo.

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