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A resposta da Intel para Chip Meltdown aprofunda Rift com a Micr

Ian King e Dina Bass

12/01/2018 14h23

(Bloomberg) -- As revelações recentes de que milhões de chips da Intel têm uma falha de segurança afetaram ainda mais a parceria da empresa com a Microsoft, vigente há décadas.

Nessa parceria, apelidada Wintel, os dois colossos da tecnologia trabalharam juntos durante grande parte da era dos PCs: a Microsoft criava o sistema operacional Windows e a Intel fazia os chips para rodá-lo. Mas, à medida que a tecnologia móvel começou a desbancar as façanhas do PC, ambas as empresas procuraram novos parceiros e a aliança começou a se desgastar.

A notícia, divulgada na semana passada, das vulnerabilidades nos processadores da Intel aumentou ainda mais a distância entre as duas e obrigou a Microsoft a fazer grande parte do trabalho para corrigir os defeitos de segurança. As empresas discordam em relação à magnitude das possíveis perturbações para as operações dos clientes.

O incidente chamou a atenção para a total dependência do setor de computadores em relação à Intel, que controla mais de 90 por cento do mercado de processadores para laptops e tem praticamente um monopólio nos chips para servidores. Isso também tem consequências para a Microsoft, que nos últimos anos passou a fornecer serviços de computação em nuvem para depender menos dos sistemas operacionais e dos programas corporativos. Como grande compradora dos chips para servidores da Intel, a Microsoft também é vulnerável aos problemas causados pelos defeitos de design da fornecedora.

A Intel tem estado na defensiva e foi criticada por alguns analistas por tentar driblar a responsabilidade e por tergiversar sobre o quanto as correções necessárias afetarão o desempenho.

"A imagem pública da Intel em relação a este assunto não tem estado muito boa", disse Jeff Pollard, analista da Forrester Research. "É falta de humildade. Ela não dá a impressão de entender os problemas que seus clientes estão enfrentando."

Nesta semana, o CEO da Intel, Brian Krzanich, voltou atrás em relação à postura inicial da empresa, que havia afirmado que o conserto da vulnerabilidade não acarretaria problemas de desempenho, e reconheceu que isso dependia da carga de trabalho. Ele teve o cuidado de agradecer ao setor pela cooperação e disse que até agora não foram informadas tentativas bem-sucedidas de explorar uma característica que pode ser usada para enganar os processadores para que forneçam dados protegidos, como senhas e códigos de criptografia.

Na manhã seguinte, a Microsoft informou que as correções de segurança que estava emitindo poderiam causar "grandes desacelerações" em algumas máquinas. A fabricante de software apontou que o problema provavelmente é maior e mais generalizado do que Krzanich insinuou.

A Microsoft afirmou que "nossa longa e extensa parceria com a Intel continua sendo importante. Com nossos parceiros, entre eles a Intel, nós acreditamos em um ecossistema tecnológico moderno e próspero, que seja seguro e que empodere as pessoas para torná-las mais criativas e produtivas". A Intel não quis comentar.

--Com a colaboração de Alex Webb

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