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Força Aérea dos EUA confia na SpaceX mesmo com perda de satélite

Tony Capaccio

(Bloomberg) -- O comando da Força Aérea dos EUA que certificou a Space Exploration Technologies Corp. de Elon Musk para missões militares afirma que continua confiante nas capacidades da empresa, apesar do desaparecimento, neste mês, de um satélite confidencial lançado por ela.

"Com base nos dados disponíveis, nossa equipe não identificou qualquer informação que alterasse o status da certificação do Falcon 9 da SpaceX" após "uma análise preliminar da telemetria disponibilizada para nós a partir" do lançamento de 7 de janeiro, disse o tenente-general John Thompson, comandante do Centro de Sistemas Espaciais e de Mísseis, em comunicado à Bloomberg News.

Os comentários de Thompson, apesar de cuidadosamente inconclusivos -- ele enfatizou que "a Força Aérea continuará avaliando dados de todos os lançamentos" --, reforçam a posição da SpaceX de que seu foguete Falcon 9 aparentemente "fez tudo corretamente" na missão de codinome Zuma.

Isso pode ampliar o escrutínio sobre a Northrop Grumman, que supervisionou a missão e construiu o satélite, bem como o acoplamento para liberação do equipamento do foguete de segundo estágio.

A Northrop se recusou diversas vezes a discutir seu papel na missão. O porta-voz Tim Paynter disse que "não podemos comentar sobre missões confidenciais".

Boeing-Lockheed

A SpaceX foi certificada pela Força Aérea em 2015 para competir por lançamentos militares contra a United Launch Alliance, uma joint venture da Boeing com a Lockheed Martin. Para Musk, que também dirige a fabricante de veículos elétricos Tesla, foi uma vitória duramente conquistada contra o que retratou como um monopólio abençoado pelo governo.

A SpaceX continua apta para competir por 11 lançamentos até o ano fiscal de 2019, incluindo uma licitação próxima, em que o vencedor leva tudo, para três missões relacionadas ao Global Positioning System III, atualmente na etapa de seleção de fontes. A SpaceX já ganhou dois dos três contratos para os quais competiu com a United Launch Alliance.

Antes da missão Zuma, lançada por um órgão não revelado dos EUA além da Força Aérea, o porta-voz da Northrop Grumman, Lon Rains, disse que o lançamento representava "uma abordagem econômica para acesso espacial a missões governamentais". Os EUA "atribuíram à Northrop Grumman a responsabilidade de adquirir serviços de lançamento para esta missão. Adquirimos o serviço de lançamentos Falcon 9 da SpaceX."

"A Northrop Grumman vê isto como uma responsabilidade monumental e tomamos muito cuidado para garantir o cenário mais acessível e de menor risco para a Zuma", disse ele à época.

As declarações de Thompson foram os primeiros comentários públicos importantes das Forças Armadas dos EUA sobre o satélite desaparecido. "Terei que encaminhar você para a SpaceX, que executou o lançamento", disse a porta-voz do Departamento de Defesa, Dana White, diversas vezes, em entrevista coletiva, em 11 de janeiro, no Pentágono, citando "a natureza confidencial de tudo isso".

Indagada sobre a investigação realizada para garantir a responsabilidade pela perda de uma carga útil cara, White disse aos jornalistas que daria "um retorno [aos repórteres] a respeito".

O tenente-general Arnold Bunch, principal oficial militar de aquisições da Força Aérea, disse em outra entrevista: "não posso dizer muito a respeito do que aconteceu", mas em "qualquer coisa que avançar" em termos de investigação formal "estaremos envolvidos no processo" de análise de dados.

--Com a colaboração de Dana Hull

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