ipca
-0,09 Ago.2018
selic
6,5 1.Ago.2018
Topo

Mundo emprega mais baterias do que nunca, embora mais lentamente

Mark Chediak

14/02/2018 12h20

(Bloomberg) -- O mercado de baterias com escala de rede pode estar crescendo, mas ainda precisa de apoio.

As desenvolvedoras instalaram um total recorde de 1,17 gigawatt de armazenagem de energia em 2017, 4,6 por cento a mais que no ano anterior, e o crescimento na Ásia foi compensado por um leve declínio nas Américas, segundo relatório divulgado na terça-feira pela Bloomberg New Energy Finance. O número de instalações cresceu 61 por cento em 2016.

"Acreditamos que o mercado de armazenagem de energia sextuplicará entre 2016 e 2030", disse Logan Goldie-Scot, chefe de análises sobre armazenagem de energia da Bloomberg New Energy Finance e principal autor do relatório. "Contudo, atualmente o mercado está frágil e depende de apoio político na maioria dos países -- o que torna o crescimento desigual."

As baterias são vistas como um elemento decisivo para integrar uma quantidade crescente de energias solar e eólica, que são intermitentes e estão entrando cada vez mais nas redes de eletricidade do mundo inteiro. A armazenagem de energia é capaz de absorver a energia renovável excedente e depois liberá-la quando o Sol não estiver brilhando ou o vento não estiver soprando. O preço médio dos conjuntos de baterias caiu 24 por cento em 2017, para US$ 209 o quilowatt-hora, permitindo que o custo concorra melhor com outras fontes de rede, afirmou a BNEF no relatório.

A Coreia do Sul liderou no ano passado, com 406 megawatts em capacidade de armazenagem instalada em 2017, mais do que qualquer outro país, segundo o estudo. As políticas do país apoiam a adoção de baterias por meio da oferta de incentivos, como descontos nas tarifas de eletricidade para clientes comerciais e industriais que instalarem esses sistemas.

O ano de 2017 foi de transição na América do Norte, já que mais órgãos reguladores e distribuidoras de eletricidade trabalharam para descobrir as melhores formas de usar a tecnologia, disse Goldie-Scot. As desenvolvedoras do continente americano adicionaram 522 megawatts, 3 por cento menos que em 2016. Metas de armazenagem recentemente propostas em estados dos EUA, como Nova York e Arizona, deverão preparar o cenário para mais adições, disse ele.

Mais Economia