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Crescimento em sincronia deixa mundo mais vulnerável a choques

Brian Swint

21/02/2018 13h53

(Bloomberg) -- Pela primeira vez em anos, a maior parte das economias do mundo está crescendo em sincronia. A notícia não é de todo positiva, segundo Stephen King, do HSBC Bank.

Cada um dos períodos desde 1990 em que a maior parte das economias do mundo cresceu em sincronia foram seguidos por choques abruptos, disse ele. Em todos os casos, o Federal Reserve restringiu a política monetária mais do que o esperado inicialmente. Além disso, uma expansão global simultânea tende a gerar um "comportamento de amor ao risco" e a pressionar os recursos.

"Os períodos em que a maioria dos países se expande acima de suas tendências de longo prazo tendem a estar associados a riscos monetários e financeiros elevados", escreveu King, em artigo publicado em 15 de fevereiro.

Quando a economia global tem pontos fracos, as pressões inflacionárias são contidas e o Fed pode manter os juros mais baixos. Com o aperto do Fed, a escalada de 2017 parece ter chegado ao máximo, disse King.

"É possível que uma fraqueza inesperada em algum lugar do mundo ofereça certo alívio ao sistema", disse. "Do contrário, contudo, talvez precisemos apertar os cintos: pode haver uma turbulência considerável à frente."