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JPMorgan contrata formados em tecnologia e matemática na Ásia

Cathy Chan

(Bloomberg) -- O JPMorgan Chase está contratando mais profissionais formados em Engenharia, Neurociência e Psicologia na região Ásia-Pacífico, e não apenas em Finanças, em busca de diversificação para adaptar sua força de trabalho às economias da região, que passam por rápidas mudanças.

Dos cerca de 1.000 formados que começarão na turma de 2018 do JPMorgan em junho, 39 por cento têm diplomas em outras especialidades além de Administração ou Finanças, a maior proporção dos últimos três anos. Este grupo é composto por cientistas e matemáticos e estudantes de Relações Internacionais e Psicologia. Os dados excluem a Índia, onde as contratações de profissionais de tecnologia normalmente são predominantes.

Com a convergência entre finanças e tecnologia, e a importância cada vez maior da política e das regulações no setor bancário, a necessidade de pessoas com formação em disciplinas como Computação e Ciências Políticas está crescendo, disse John Hall, codiretor da unidade de banco de investimento da instituição com sede em Nova York na região Ásia-Pacífico.

"É fácil contratar profissionais de finanças porque culturalmente eles se encaixam bem, foram capacitados", disse Hall, em entrevista, em Hong Kong, na semana passada. "Mas a ideia de contratar apenas profissionais de finanças é míope, em algum momento faltará um pouco de diversidade. Ela contribui para uma melhor resolução de problemas."

Cerca de 40 por cento da classe de 2018 do JPMorgan se concentrará na cobertura de clientes em 12 mercados da região Ásia-Pacífico, enquanto o restante apoiará funções corporativas, muitas relacionadas à tecnologia. Em 2016, pela primeira vez, a Ásia ofuscou a América do Norte em financiamento a empresas de tecnologia financeira, somando US$ 11,2 bilhões, mais que o dobro dos US$ 5,2 bilhões de 2015, segundo dados da consultoria Accenture.

"A velocidade das mudanças é muito maior na Ásia, em particular na China, do que no restante do mundo", disse Hall. "Por isso, ter uma mistura maior de pessoas amplia sua capacidade de se adaptar e de permanecer à frente ou lado a lado com os clientes."

A demanda por contratações não financeiras é clara. Os estudantes de Ciência e Tecnologia representam cerca de 20 por cento dos novos recrutados no Morgan Stanley, e os de Humanas contabilizam outros 5 por cento. O Siam Commercial Bank, banco local mais antigo da Tailândia, está buscando especialistas em tecnologia de empresas no exterior para trabalharem em projetos como assessorias-robôs, e executivos bancários e bilionários estão montando universidades de Artes Liberais na Índia para atender à crescente demanda do setor.

O JPMorgan intensificou a contratação de universidades locais na região Ásia-Pacífico; 40 por cento da classe de 2018, contra 30 por cento um ano antes. As aplicações gerais aumentaram cerca de 13 por cento, enquanto as de estudantes de outros campos além de Administração ou Finanças subiram 7 por cento.

O JPMorgan está ampliando sua busca por talentos, o que não significa que as finanças sairão de moda tão cedo, disse Hall.

"Estamos muito felizes com nosso pessoal de finanças", disse. "Mas a realidade é que, para tentar trazer mais gente brilhante e capaz, ampliamos os horizontes."

--Com a colaboração de Peter Vercoe

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