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Equador vê Glencore e japoneses como candidatos para parceria

Laura Millan Lombrana

(Bloomberg) -- As autoridades equatorianas têm negociado com diversas empresas estrangeiras a respeito da possibilidade de construir uma refinaria de cobre em um momento em que o menor membro da Opep busca reduzir sua dependência em relação ao petróleo, afirmou a ministra da Mineração.

Empresas chinesas e japonesas e a Glencore "poderiam estar entre as interessadas no projeto", disse Rebeca Illescas, na quinta-feira. O governo pretende escolher as empresas nos próximos meses e assinar os contratos até o fim do ano. Um porta-voz da Glencore preferiu não comentar.

"O desenvolvimento de minas é prioridade, mas precisamos acompanhar esse processo com industrialização", disse em entrevista em Santiago. "Há conversas com empresas interessadas em toda a cadeia de valor da produção de cobre e com outras que construiriam alianças estratégicas em separado."

O Equador virou destino para a exploração de cobre e nos últimos meses algumas das maiores mineradoras do mundo, incluindo BHP Billiton, Fortescue Metals e Newcrest Mining, montaram escritórios ou adquiriram concessões no país. A EcuaCorriente está desenvolvendo a primeira mina de cobre em grande escala do Equador, que deverá iniciar a produção em 2019.

Registro de mineração

A refinaria de cobre é um projeto de médio a longo prazo que pode entrar em produção dentro de cinco a 10 anos, disse a ministra. O governo realizou uma pesquisa de mercado e um estudo preliminar de viabilidade com a Hatch Group. O projeto seria financiado pelo setor privado e poderia processar concentrados tanto do Equador quanto do restante da região.

O governo também mantém tratativas com empresas como Antofagasta e Rio Tinto Group a respeito de oportunidades de exploração, disse Illescas. No entanto, o registro de mineração do país foi fechado para novos pedidos de exploração no fim do ano passado porque o governo está organizando as concessões e estabelecendo políticas para a concessão de licenças.

As autoridades eliminaram cerca de 2.500 concessões que estavam inativas ou com não conformidades. Estas estariam disponíveis quando o registro reabrir, nos próximos meses. O governo pretende abrir mais 1,25 por cento do território do Equador para exploração neste ano, que se somaria aos 5 por cento já disponibilizados para as empresas de prospecção.

"A abertura do registro não me tira o sono à noite", diz Illescas. "Neste momento, temos 275 novas áreas que podem ser exploradas e precisamos de instituições fortes para que possamos dar segurança aos investidores."

--Com a colaboração de Stephan Kueffner

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